Piacere, Itália! Depois de passar um mês rodando a Toscana, Bárbara Ligero caiu de amores pela terra da bota e se matriculou em um curso de italiano. Atualmente, está aprendendo a gesticular com perfeição

Como funciona o compartilhamento de carros na Itália

Com o Uber proibido no país, sistemas como o do Car2Go são tendência na terra da bota e podem facilitar a vida do turista

Por Barbara Ligero Atualizado em 5 fev 2020, 16h39 - Publicado em 8 dez 2017, 17h24

Em abril de 2017, a justiça italiana proibiu o Uber de operar ou fazer anúncios no país. Segundo o julgamento, o aplicativo de caronas praticava uma concorrência desleal contra os taxistas.

Independentemente da sua opinião sobre o assunto, o fato é que a comodidade e, principalmente, os preços praticados por esse serviço podem fazer falta para os turistas.

Para os moradores de grandes cidades italianas, uma alternativa tem sido os sistemas de compartilhamento de carros. O mais famoso no país é o Car2Go, com mais de 330mil usuários em Milão, Roma, Florença e Torino.

Como funciona

O primeiro passo é baixar o aplicativo no seu celular, fazer o cadastro e pagar os € 9 da taxa de inscrição com o cartão de crédito. É necessário ter mais de 18 anos e carteira de habilitação – no caso dos turistas, a Permissão Internacional de Dirigir (PID) ou uma tradução juramentada da CNH. Além disso, pode ser necessário demonstrar um endereço de residência na Itália.

O site da Car2Go Itália alerta que carteiras de habilitação estrangeiras só são aceitas junto com a PID (Permissão Internacional de Dirigir) ou uma tradução certificada da CNH Car2Go/Reprodução

Os carros ficam espalhados pela cidade e você pode procurar o mais próximo pelo aplicativo, que utiliza o GPS do celular. Depois de selecionar o veículo que deseja utilizar, basta ir até ele, conferir o número da placa e digitar um código que estará colado no para-brisa.

Com isso, as portas se destravam automaticamente. As chaves para dar partida ficam dentro do carro. Daí em diante, dirija para onde quiser: cada minuto de uso custa € 0,24 nos carros de duas portas e € 0,26 nos de quatro.

Depois, é só deixar o veículo em qualquer estacionamento público ou nas vagas de rua delimitadas por uma linha azul dentro da cidade. Nos dois casos não é preciso se preocupar com o parquímetro – o estacionamento é gratuito.

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Há funcionários que se encarregam de deixar os carros sempre abastecidos. Mas, se você encontrar um com o tanque vazio, pode colocar gasolina e pagar a conta com um cartão que fica dentro do veículo. Você ganha 10 minutos de uso grátis pela ajuda.

Porquê vale a pena

Carros de duas ou quatro portas da Car2Go em Florença Car2Go/Divulgação

Milão, Roma, Florença e Torino são cidades com ZTL (zonas de tráfego limitado), onde geralmente se concentram as atrações históricas. Por isso, nem sempre vale a pena alugar um carro, que vai ficar muito tempo parado no hotel ou em um estacionamento.

E, mesmo que você esteja de carro, às vezes o gasto com gasolina e estacionamento é maior do que o que você teria usando um Car2Go. Para quem está a pé, essa também é uma alternativa na maioria das vezes mais econômica que o táxi.

Assim, você “aluga” o carro temporariamente apenas para ir a algum restaurante ou atração mais distante. O Museu Stibbert, por exemplo, é distante dos demais pontos turísticos de Florença.

Mas atenção: caso você queira pegar ou deixar o carro no aeroporto, há uma taxa adicional de € 4,90 no de Milão e Florença, € 5,90 no de Torino e € 9,90 no de Roma.

Em Florença, vi muitos dos carrinhos brancos espalhados pela cidade, mas principalmente em Oltrarno (do outro lado do rio Arno), onde ficam a Piazzalle Michelangelo, o Palazzo Pitti e o Giardino di Boboli.

A maioria, no entanto, são Smarts de dois lugares: as famílias ou grupos de amigos podem ter dificuldades em encontrar um de quatro lugares.

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