Quatro dicas para pagar menos IOF na compra de moeda estrangeira

O real ainda está desvalorizado e parece que vai demorar para se recuperar. Para piorar a situação do viajante, em maio o governo aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) na compra de moedas estrangeiras em espécie, que passou de 0,38% para 1,1%.

A porcentagem pelo menos ainda está longe dos 6,38% cobrados sobre transações com cartões de crédito e débito e cartões pré-pagos internacionais. De toda forma, algumas dicas podem ajudar o viajante a economizar o dinheiro gasto com impostos.

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1. Aplicativos de transferência de dinheiro

Transferwise

Para o turista, o app só funciona se ele tiver alguém de confiança no exterior para receber seu dinheiro. Depois que você faz sua conta no app, pode transferir a quantia desejada para a conta no exterior. O valor será pago por meio de um boleto bancário que os apps emitem.

O aplicativo funciona porque conectam em escala global pessoas que precisam enviar moedas para outros países. É melhor explicar com um exemplo:

Imagine que Júlia mora na Inglaterra, ganha em libras, e deseja enviar £ 100 para sua irmã que mora no Brasil. Enquanto isso, Márcio, brasileiro, precisa enviar o equivalente em reais a £ 100 para seu filho que está estudando em Londres. Os apps pegam as £ 100 de Júlia e depositam na conta do filho de Márcio, e o inverso também ocorre: pegam os reais que equivalem a £ 100 da conta de Márcio e depositam na conta da irmã de Júlia.

Dessa forma, as transferências ocorrem dentro dos países. No Transferwise, hoje R$ 1000 equivalem a US$ 300,53, € 267,80 ou £ 231,74. A comissão cobrada pelo aplicativo é de apenas R$ 24,39, ou 2,4%, enquanto bancos cobram até 5%. O app está disponível para Android e iOS.

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Monepp

Aplicativo brasileiro, passou por uma fase de testes na Venezuela e é novidade por aqui. O Monepp serve para conectar pessoas que desejam comprar e vender moedas. Até o momento, 162 são aceitas, incluindo bitcoin. Por meio de geolocalização, quem deseja comprar moeda consegue encontrar uma pessoa próxima que decidiu vendê-la. Para trocar, os interessados marcam um encontro presencial usando o chat interno do app.

Para tentar garantir a segurança de seus usuários, no Monepp há espaço para que os usuários se avaliem, o que gera um ranking.

Em entrevista à Exame.com, o advogado especialista em direito financeiro Ronaldo Gotlib afirmou que esse tipo de transferência demanda impostos e que, se eles não forem pagos, o usuário estaria sonegando. Já o fundador do aplicativo, Felipe Barbosa, defende que seus usuários não realizam transações comerciais, e, portanto, não precisam pagar IOF. Ele também se comparou ao Uber: “Sabemos que o app vai gerar debates, pois envolve a concorrência com as casas de câmbio. Como o Uber, somos apenas mais uma forma de serviço para o cliente”.

Por hora, o aplicativo está disponível apenas para dispositivos Android.

Quem leva dinheiro vivo paga menos IOF, mas precisa ficar sempre alerta. (Foto: Rex Roof/Flickr/Creative Commons)

Quem leva dinheiro vivo paga menos IOF, mas precisa ficar sempre alerta. (Foto: Rex Roof/Flickr/Creative Commons)

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2. Aposte no dinheiro vivo

É a forma mais simples (e livre de polêmicas) de pagar menos imposto. Dinheiro em espécie ainda tem IOF menor e é o que mais compensa na hora da conversão. Porém, fique atento ao limite de R$ 10 mil que viajantes podem levar para o exterior sem declarar para a Receita Federal.

Outra desvantagem é a segurança. Andar com centenas de dólares na carteira deixa qualquer viajante sempre preocupado. A melhor maneira de levar quantias grandes em espécie é dividi-la pela bagagem e no corpo. Quando chegar ao destino, sempre deixe a maior parte em um local seguro da sua hospedagem (prefira hotéis com cofres no quarto!). Carregar a quantia necessária para o dia na boa e velha doleira também aumenta a sensação de segurança do viajante.

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O uso de cartão de crédito em viagens exige atenção extra. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O uso de cartão de crédito em viagens exige atenção extra. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

3. Cuidado com o cartão de crédito

O cartão de crédito, além de incidir 6,38% de imposto sobre a quantia a ser paga, tem outra característica que deve alarmar os viajantes: a cotação da moeda que será usada na conta não é a do dia da compra, mas a do fechamento da fatura.

Isso pode ser bom se a moeda está com tendência de queda, mas com o mercado oscilando tanto, é provável que o viajante acabe pagando mais caro do que deveria.

4. Use um pouco de tudo

Tanto faz a opção adotada pelo viajante, a melhor dica é variar a fonte do dinheiro. Além de variar a porcentagem de IOF pago, há razões de segurança: cartões podem ser bloqueados pelo banco ou perdidos e dinheiro pode ser roubado, então o melhor é sempre ter uma segunda (ou terceira) opção à manga para não acabar com os bolsos vazios durante a viagem.

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