Vanuatu: tudo o que você precisa saber antes de ir

Como chegar, quando ir, quanto custa e outras informações essenciais para você montar a sua viagem a este paraíso do Pacífico Sul

Se você me segue no Instagram @drisetti ou acompanhou a minha viagem a Vanuatu através dos stories do perfil da VT (clica lá nos destaques!), imagino que possa ser uma das muitíssimas pessoas que pediu encarecidamente para que eu entregasse o mapa da mina deste paraíso inexplorado. Aqui vai o primeiro post com dicas práticas. Caso fique com alguma dúvida, passa lá no @drisetti para deixar a sua pergunta! Prometo responder nos próximos dias.

A cor do mar em Vanuatu vale cada segundo das 35 horas de viagem

A cor do mar em Vanuatu vale cada segundo das 35 horas de viagem (Adriana Setti/Arquivo pessoal)

Como chegar a Vanuatu?

O principal aeroporto do arquipélago fica em Port Vila, a capital, na ilha de Efate. Há voos diretos até lá partindo tanto da Nova Zelândia (Auckland; 3h) como da Austrália (Sydney e Brisbane; 4h e 3h respectivamente), além de Fiji (Nadi; 1h30) e Nova Caledônia (Noumea; 1h30).

Para quem vai atravessar o mundo pra chegar lá, portanto, o mais lógico é empacotar a Vanuatu dentro de um rolê pelo Pacífico Sul. Ir do Brasil a Vanuatu seria a maior maratona aérea da sua vida. Caminho mais “rápido”: São Paulo (GRU) >> Santiago do Chile >> Sydney >> Port Vila (35h).

Air Vanuatu: a única companhia que faz os voos internos, por precinhos nada camaradas

Air Vanuatu: a única companhia que faz os voos internos, por precinhos nada camaradas (Adriana Setti/Arquivo pessoal)

Qual a melhor época para viajar a Vanuatu?

O clima em Vanuatu é quente e úmido o ano todo. Mas convém driblar a temporada de ciclones e chuvas mais intensas, que vai de novembro a abril. Nessa época, o tempo é uma loteria. Mesmo sabendo disso, passei 16 dias lá em fevereiro (auge do período menos recomendado, quando alguns hotéis fecham). Peguei os 8 primeiros dias de sol espetacular, achei que estava abafando e depois tomei o ciclone Oma na cabeça (tema para outro post).

Dia de sol glorioso em plena temporada de chuvas, dias antes da chegada do Ciclone Oma

Dia de sol glorioso em plena temporada de chuvas, dias antes da chegada do Ciclone Oma (Adriana Setti/Arquivo pessoal)

Que tipo de alojamento existe em Vanuatu?

A ilha principal (Efate) tem um pouco de tudo, desde hotéis e bangalôs simples a resorts de luxo. Já no resto do país, a infraestrutura para receber visitantes ainda é incipiente. Na segunda ilha mais frequentada pelos viajantes (Espiritu Santo), por exemplo, há meia dúzia de resorts confortáveis administrados por estrangeiros (quase sempre australianos). Mas, nas praias mais bonitas, o alojamento é feito em bangalôs de bambu que pertencem a famílias locais, com energia de gerador algumas horas ao dia, banho frio e forte interação involuntária com a fauna local. Para mim, a segunda opção rendeu uma experiência maravilhosa. Mas pode ser roubada para quem tem um nível de frescura (e de medo de barata e aranha) entre moderado e alto.

Meu amado bangalô no Chez Louis, em Port-Olry

Meu amado bangalô no Chez Louis, em Port-Olry (Adriana Setti/Arquivo pessoal)

Beachfront resort: acomodação boa e barata em Espiritu Santo

Beachfront resort: acomodação boa e barata em Espiritu Santo (Adriana Setti/Arquivo pessoal)

Qual o preço das coisas em Vanuatu?

Alguns poucos hostels e campings são os únicos tipos de acomodação realmente baratas (menos de US$ 30). Por um bangalô estilo Survivor, espere pagar entre US$ 50 por dia com café da manhã. Por um quarto básico com ventilador em um resort econômico, o preço sobe para US$ 70. Nos mais bacanas, as tarifas começam em US$ 100 e o preço dobra se você quiser ar condicionado. O preço não varia muito entre a alta e a baixa temporada. Você só consegue pechinchar se for ficar vários dias (uma semana ou mais).

Veja também

Um PF de peixe sai por pelo menos US$ 10. Nos restaurantes mais ajeitadinhos, os pratos custam entre o dobro e o triplo disso. Bebidas alcoólicas encarecem bastante a viagem, já que uma mera cerveja custa uns US$ 5 e uma garrafa d’água grande uns U$ 4. Vinhos (importados da Nova Zelândia e da Austrália) começam em pelo menos US$ 35 por garrafa.

Em Vanuatu, todo palmo de terra tem dono, incluindo praias, cachoeiras e rios. Isso significa que é normal você ter que pagar ingresso para quase tudo. Entrar na famosa Champagne Beach, por exemplo, custa US$ 18 por carro ou U$ 6 por pessoa a pé. Para entrar na Cachoeira de Male, principal atração de Efate, o preço é US$ 18 por pessoa. Ou seja, vai somando…

Champagne Beach: uma das atrações pagas de Vanuatu

Champagne Beach: uma das atrações pagas de Vanuatu (Adriana Setti/Arquivo pessoal)

Piscina cristalina na cachoeira de Male, em Efate: US$ 18 só o sorriso

Piscina cristalina na cachoeira de Male, em Efate: US$ 18 só o sorriso (Adriana Setti/Arquivo pessoal)

Piscina cristalina na cachoeira de Male, em Efate: US$ 18 só o sorriso. Mas o que realmente encarece a viagem é o transporte. Alugar um carro muito básico custa pelo menos US$ 60 e qualquer passeio turístico sai por mais do que isso por pessoa. Os voos internos também são proporcionalmente salgados, já que são monopólio da Vanuatu Airlines. Ir e voltar de Port Vila a Espirito Santo, por exemplo, custa uns US$ 300 (por meros 45 min!), sendo que o preço do voo entre Vanuatu e a Austrália custa uns US$ 400. A alternativa barata é ir de ferry. Mas eles são lentos e operam algumas vezes por semana/mês, dependendo da rota.

Que moeda levar a Vanuatu?

A moeda de Vanuatu é o Vatu e dinheiro estrangeiro só costuma ser aceito em último caso (tipo: o caixa eletrônico não funciona há uma semana por causa do furacão e você precisa pagar o bangalô). Entre as moedas estrangeiras, a mais fácil de trocar é o dólar australiano.

Veja também

Qual o idioma de Vanuatu?

Vanuatu foi uma colônia compartilhada por franceses e britânicos – uma situação bem peculiar, diga-se. Nas áreas de maior influência britânica, fala-se mais inglês. Nos redutos que foram dominados pelos franceses, ainda reina o francês. Em Espírito Santo, por exemplo, o inglês predomina em Luganville (a capital) e, em Port-Olry, a 40 quilômetros, fala-se francês. Fora isso, há dezenas de dialetos locais. Para que toda essa gente se entenda, o idioma comum é o bislama, uma hilariante versão rústica do inglês misturada com francês e línguas locais. Em muitos casos, o bislama nada mais é que o inglês escrito como se fala. Tipo: good afternoon = gud aftenun. Em outros, é uma mistura de francês com inglês e fofura. Chore: I don’t know = Mi no save. Como não amar?

Veja também

Procure hospedagem em Vanuatu

Comentários
Deixe um comentário

Olá,

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s