Achados Adriana Setti escolheu uma ilha no Mediterrâneo como porto seguro, simplificou sua vida para ficar mais “portátil” e está sempre pronta para passar vários meses viajando. Aqui, ela relata suas descobertas e roubadas

Teste (com cobaia humana): 3 maneiras de explorar os templos de Angkor

Por Adriana Setti Atualizado em 27 fev 2017, 16h06 - Publicado em 17 fev 2009, 13h02

Foram três dias de templos, mistérios e momentos mágicos, circulando por Angkor de três maneiras — bici, tuk tuk e van. E qual é a melhor pedida? Eis aqui os prós e contras para que você tire as suas próprias conclusões.

BICI (primeiro dia, ainda valentes)

Vantagens: Ter liberdade total de ir e vir e o preço. Uma bici custa de US$ 1,5 a US$ 2,00 por dia.

Desvantagens: Os templos começam a aparecer a 7 km da cidade. Mas alguns são muuuuito mais afastados do que isso, podendo render 32 quilômetros de pedaladas (só de ida). Além disso, o calor é de matar e a qualidade das bikes…. cambojana. Para as pessoas normais, portanto, apenas os templos mais próximos (como o Angkor Wat propriamente dito) são viáveis de bici.

Dicas de sobrevivência: Na época seca (agora), não é má ideia aderir ao hábito local de usar máscaras cirúrgicas no trânsito, porque a poeira é de matar. Óculos também são fundamentais, pelo mesmo motivo. Já na época de chuvas, deve-se estar preparado para muita lama. Outro porém é que um programa legal é ver o nascer e desaparecer em Angkot Wat. Mas isso implica ir ou voltar por uma estrada totalmente escura, o que realmente é só para os ciclistas menos ajuizados.

TUK TUK (segundo dia, aderindo ao sistema)

Vantagens: É muito mais rápido do que a bici e dá quase a mesma liberdade de ir e vir, já que (se tudo der certo) você fica com um motorista à sua disposição.

Desvantagens: É impossível prever o que passa na cabeça de um motorista de tuk tuk. No nosso caso, o sujeito topou fazer um passeio de um dia inteiro (incluindo nascer e pôr-do-sol) por 15 dólares. Mas depois de visitar dois templinhos, surtou e resolveu que a rota tinha acabado ali. Protestamos e dissemos que pagaríamos apenas US$ 7 dólares. Então ele deu meia volta e nos levou em direção ao hotel. De brinde, ficamos sem gasolina no meio do caminho e tivemos que continuar a pé. Menos mal que na segunda tentativa fomos mais felizes e conseguimos um motorista honesto para continuar a expedição.

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Dicas de sobrevivência: Pechinche até vencer pelo cansaço e tente deixar o roteiro muito bem amarrado com o motorista. E antes de mais nada verifique a qualidade e a potência da moto que vai puxar o carrinho. Uns tuk tuk são muito mais rápidos do que os outros.

VAN (terceiro dia, totalmente rendidos)

Vantagens: São mais rápidas e tem ar condicionado, ideais para os templos mais afastados e também para visitar a famosa fazenda de seda e o museu das minas terrestres (bem pobrinho mas que dá uma ideia do drama vivido no país).

Desvantagens: O preço. Pagamos US$ 40 por um dia inteiro para um grupo de 5 pessoas, negociando direto com o motorista. Caso você compre o passeio por uma agência, há a desvantagem adicional da falta de liberdade de ir e vir na hora que bem entender.

Dicas de sobrevivência: O nosso motorista abriu o jogo: caso não pagássemos um pouco mais (US$ 40 ao invés de US$ 35), ele teria que passar em algumas lojas de suvenir e jóias para inteirar o cachê com uma comissãozinha esperta. Mas muitos simplesmente enfiam os pobres turistas nas lojas breguérrimas que se enfileiram na saída da cidade a caminho dos templos sem maiores explicações. Tem gente que até gosta, mas eu pessoalmente tenho vontade de cometer haraquiri nesse tipo de lugar.

PERGUNTAS FREQUENTES:

1.    Dá pra pegar um tuk tuk até a entrada do complexo e ficar a pé?

Só se você for visitar um ou dois templos por dia, e comprar o tíquete de uma semana para conhecer tudo com calma. Mesmo assim, a poeira e o calor realmente podem cortar o barato dos andarilhos. Para completar, como a maioria das pessoas fecha com um tuk tuk para passar o dia, pode ser meio complicado encontrar algum que esteja de bobeira em determinados momentos.

2.    E não dá pra alugar uma scooter, como em todos os outros lugares do Sudeste Asiático?
A-há! Aí está uma pegadinha! Não, não dá. O lobby dos tuk tuks não permitem que turistas dirijam motos. Se você quiser ir motorizado em duas rodas, pode contratar um táxi-moto e ir na garupa, o que pode ser mais econômico que tuk tuk para quem estiver sozinho. Para os templos mais afastados, no entanto, moto pode ser uma roubada. Uma amiga checa extremamente valente e disposta a encarar qualquer roubada disse que, por causa das estradas esburacadas, ficou totalmente descadeirada no fim do dia.

Para mais informações sobre como explorar os templos de Angkor, consulte o blog da comadre Rachel Verano.

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