Rota Ecológica: muito além de praias, luxo e sossego

Criançada cruzando a balsa: gente amável e acolhedora

A simpática Porto de Pedras: casinhas coloridas, ruas limpas e nada de bagunça

Pesquisei um bocado sobre a Rota Ecológica antes da minha empreitada de 12 dias em uma casa alugada na Praia do Patacho. Cansei de ler reportagens sobre os lençóis egípcios da pousada X, o toque afrancesado do cardápio do restaurante Y e as maravilhas de encontrar praias belíssimas e desertas até no auge da alta temporada. É tudo verdade. E é tudo realmente uma maravilha. Mas não é só isso.

Tive sorte de ter a Praia do Patacho a poucos metros da minha cama durante doze dias. Mas também me senti imensamente afortunada por estar a mais ou menos um quilômetro da fofíssima Porto de Pedras. Última parada da chamada “Rota Ecológica” antes de cruzar a balsa que leva até Barreiras e, mais adiante, à muvucada Maragogi, esta cidadezinha é um reduto de tranqüilidade e formosura que parece ter parado no tempo.

Pit stop na casa da senhora que vende verduras

Vida pacata e gostosa

Há alguns casarões coloniais respeitáveis em sua pracinha e os demais edifícios que se distribuem por sua rua principal são pintados em cores alegres. Nada de bagunça: a maioria de seus moradores são evangélicos e musica alta e bebedeiras (muitos mercadinhos nem vendem bebidas alcoólicas!) não combinam com o lugar.

O povo é amável, amabilíssimo. E fazer as comprinhas do dia a dia, para mim, acabou sendo tão prazeroso quando ficar largada na praia (isso certamente tem a ver com o fato de eu estar acostumada à frieza generalizada do dia a dia em Barcelona).

O caminhão-feira passa por lá algumas vezes por semana. Esses momentos, para mim, eram um delírio. Carregado de frutas deliciosas (e baratíssimas!) – muitas delas que eu não conhecia –, a feira ambulante era cercada pelas donas de casa Porto de Pedrenses, que me ajudavam a escolher as melhores. Nos dias que o caminhão não aparecia, o jeito era bater na porta da senhora que vendia cebola, tomate e outras verduras, visitar o senhor do abacaxi…

Toque francês no cardápio? Também é bom. Mas nada como a Peixada da Marinete (o nome do restaurante é esse mesmo), na companhia das famílias locais.

Enfim, um pedacinho de Brasil autêntico, sem frescuras e delicioso.

Siga este blog no Twitter: @drisetti

Comentários
Deixe um comentário

Olá,

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s