Restaurantes escondidinhos de Barcelona que valem a viagem, parte 8

Decoração com foto de Halong Bay e luminárias coloridas no teto (foto reproduzita do blog La Zapatilla)

E não é que faz um ano que não acrescento um “restaurante escondidinho” a esta série que faz tanto sucesso por aqui? O último foi o francês L’Office. E, para você que reluta em comer algo em Barcelona que não seja made in Spain, peço desculpas antecipadas novamente. Mas hoje serei obrigada a falar de um vietnamita.

 

A cozinha vietnamita está entre as minhas favoritas. Passei grande parte da minha viagem ao país comendo e delirando de prazer. E pretendo fazer isso mais vezes na minha vida. O desafio, depois daquela odisseia gastronômica, foi encontrar um restaurante que me fizesse voltar àquele universo maravilhoso de especiarias, contrastes e delicadezas. Não faltam restaurantes vietnamitas na Europa. O que falta, em geral, é sutileza para reproduzir uma arte culinária que está entre as mais sofisticadas do mundo.

 

Esta semana, as memórias de Hoi An e Hanói finalmente voltaram às minhas papilas gustativas com certa nitidez. E o mérito é de um restaurante lindinho chamado Bun Bo, indicação da minha grande amiga Paulinha. Escondido numa pracinha charmosa à qual se tem acesso por um beco que sai da praça da catedral, o lugar está meio na modinha (e tem uma filial no Raval, na Carrer dels Angels). Eu é que, tolinha, fui a última a saber.

 

A decoração é um espetáculo, com luminárias coloridas no teto, parede decorada com uma foto enorme de Halong Bay e piso de cerâmica com referência modernista. Um enorme rickshaw complete o clima. Nos dias de sol, as mesinhas espalhadas pela praça são um sucesso.

 

Como todo restaurante que “está podendo”, o Bun Bo não faz reservas. Por outro lado, fica aberto das 13h até a meia-noite, coisa rara por aqui. No meio da tarde, não há risco de filas.

 

A entrada de rolinho de papel de arroz fresco recheado puxou da minha memória o gosto daquelas misturas de ervas cruas e vegetais inconfundíveis. O arroz com camarão e verduras do prato principal tinha todos os ingredientes no ponto. Coisa de quem conhece muito bem o ponto de cocção de cada ingrediente. O sorvete de manga da sobremesa era de chorar. E a conta? Dez euros cravados, pelo menu de almoço.

 

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