Achados Adriana Setti escolheu uma ilha no Mediterrâneo como porto seguro, simplificou sua vida para ficar mais “portátil” e está sempre pronta para passar vários meses viajando. Aqui, ela relata suas descobertas e roubadas

O teste da carteira perdida testa a honestidade de 16 cidades do mundo

A revista americana Readers Digest acaba de testar a honestidade dos moradores de 16 cidades do mundo

Por Adriana Setti Atualizado em 2 jul 2021, 12h09 - Publicado em 25 set 2013, 08h31
Foto reproduzida de rd.com (crédito: Kathrin Harms)Foto reproduzida de rd.com (crédito: Kathrin Harms)

A revista americana Readers Digest acaba de testar a honestidade dos moradores de 16 cidades do mundo dessa forma: “perdendo” 12 carteiras em cada uma delas, com os contatos do “dono”, alguns objetos pessoais e US$ 50 (o equivalente a R$ 110). Clique aqui para ler a reportagem.

Perder a carteira e recebê-la de volta (com o dinheiro dentro) é uma daquelas coisas que fazem você recobrar a fé na humanidade. E não é que isso já aconteceu comigo DUAS vezes?

Foram variações sobre o mesmo tema: numa noite bombástica, lá pelas tantas – OH MY GOD – me dei conta de que tinha simplesmente saído andando e deixado a bolsa pra trás. Ok, confesso que, na primeira delas, aqui em Barcelona, esse “lá pelas tantas” só aconteceu no dia seguinte, quando um amigo ligou no meu telefone fixo (uma vez que o celular ainda continuava na balada) e perguntou: “Dri, um fulano acabou de me ligar da polícia perguntando se eu conheço uma tal Adriana, aparentemente ele encontrou o meu número no seu celular e está com a sua bolsa na delegacia do metrô da Plaça Catalunya”. Errr…

A segunda foi ainda mais inacreditável, uma vez que rolou na Khao San Road, a rua mais caótica e incerta de Bangcoc.

Já o inverso, encontrar uma carteira perdida, nunca aconteceu comigo. Mas eu CERTAMENTE a devolveria ao dono. Afinal de contas, devo isso ao universo, em dose dupla.

Tendo tido essa sorte em Barcelona (uma das cidades mais críticas da Europa em termos de batedores de carteira) e em Bangcoc, não acho que o teste da carteira sirva para medir a honestidade de uma cidade. Mas o resultado não deixa de ser interessante.

Helsinki, na Finlândia, foi a cidade mais gente boa do teste: 11 das 12 voltaram ao dono, com o dinheiro. Até aí, previsível. Mas o resto do ranking é curioso. Mumbai, na Índia, está em segundo lugar (com 9 de 12), na frente de cidades como Berlim, Amsterdã, Londres e Nova York. Moscou, na Rússia, está em quinto (com 7 de 12). O Rio de Janeiro (4 de 12), quem diria, é o 13o do ranking, empatado com Zurique, na Suíça! A campeã da mão leve foi Lisboa, onde apenas alguma carteira voltou ao dono.

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