Minhas 10 melhores dicas de San Francisco, Califórnia

Por que demorei tanto para ir a San Francisco? Depois de muitos anos sem pisar nos Estados Unidos, nenhuma outra cidade teria sido tão eficiente para despertar novamente o meu interesse por esse país. Cinco dias foram suficientes para morrer de amores, mas é muito pouco para que eu banque a entendida (quem sabe mesmo é a minha amiga e guru para assuntos californianos, Marina Vidigal, do ótimo Ideias na Mala). Mas, com o olhar treinado e a lição de casa feita, acho até que posso lhe ser útil. Aqui vai:

 

Aeroporto é de shuttle

Arrastar a mala e pegar um metrô depois de um voo intercontinental é para os fortes. Para os demais, existe um meio termo chamado shuttle. Em San Francisco usei o SuperShuttle e achei ótimo. Você reserva e paga com antecedência, faz check-in on-line quando já passou pela imigração e está de mala em mãos e espera o carro com o número indicado via SMS no lugar marcado. O processo demorou uns 15 minutos e dividi a van com mais umas oito pessoas. O motorista me deixou na porta de casa (um AirBnb delícia) e ainda esperou eu entrar por US$ 17. Suave.

 

Uber e Lyft: abraça e vai

Alugar carro em San Francisco é um mico porque, ao contrário de Los Angeles ou Miami, a cidade tem uma pegada mais europeia, o que significa transporte público eficiente e estacionamento escasso e caro. Dá pra se virar muito bem com ônibus, bondinhos e metrô. E, para sair à noite ou nos momentos de preguiça, Uber e Lyft na cabeça – o táxi é muito mais caro e ficou totalmente obsoleto. Todos os carros que chamei chegaram rapidíssimo e o preço das corridas é bastante razoável.

 

Pedale sobre a Golden Gate

Pedalar do superturístico Fisherman’s Wharf (meu lugar favorito na cidade, só que ao contrário) até Sausalito, do outro lado da Golden Gate, foi das coisas mais legais que fiz na viagem. São cerca de 15 quilômetros com alguns desníveis, mas até uma preguiçosa convicta como eu pode fazer isso sem ter um AVC. Uma vez que você não está com pressa (certo?), dá pra empurrar a bike quando a subida estiver muito sinistra – fiz isso apenas duas vezes, sem drama – e parar milhares de vezes pelo caminho. Afinal de contas, as paisagens são incríveis. Pode parecer uma aventurinha, mas o trajeto está absolutamente sinalizado e preparado para ciclistas, inclusive a balsa para voltar a San Francisco, que tem fila especial para bicicletas e lugar para estacionar (e você não paga nada para embarcar com a magrela). Com dois neurônios você consegue chegar lá e voltar vivo.

 

Não subestime o frio

No final do verão, enquanto derretia embaixo de 40 graus, andei de casaco e cachecol sob o sol de San Francisco. O pedal na Golden Gate, por exemplo, só vale fazer se o tempo estiver bom (e, ainda assim, leve um casaco). Em dias de muito vento, ou com chuva, pode ser desagradável e perigoso. A neblina é um assunto à parte e pode rolar mesmo em dias de sol. No meu caso, a ponte estava parcialmente coberta, o que a deixou ainda mais charmosa (a arte de ver o lado bom das coisas).

 

Prepare o bolso, darling

Meoo deoos, que cidade cara. Paguei US$ 100 por um quarto de AirBnb com banheiro compartilhado e meu único jantarzinho mais bacana saiu por US$ 80. Uma mera bike alugada custa mais de US$ 30 por dia. Ou seja, nível Paris, Londres, Sydney…

 

Ioga na catedral

Absolutamente só em San Francisco: todas as terças-feiras, às 18h, centenas de pessoas se reúnem na Grace Cathedral para… praticar ioga (clique aqui para saber os detalhes). Eu descobri isso sem querer, estando lá exatamente na hora certa (só que com a roupa errada e morta de tanto pedalar). Fiquei lá sentada na escada, vendo todo tipo de gente chegando de tapetinho em mãos. Sensacional.

Ioga na catedral: só em San Francisco

Ioga na catedral: só em San Francisco

Mission, a missão

Fiz questão de ficar hospedada no bairro da vez em San Francisco e não me arrependi. E, se tivesse mais tempo, tinha passado vários dias só explorando cada cantinho de Mission District, rolando nas ladeiras de grama do Mission Dolores Park, comendo comida mexicana e engordando com o sorvete artesanal da Bi-Rite. O melhor guia do bairro que li foi o da Mariana, do Viaje na Viagem. Valeu, guria!

Mission Dolores Park e a vontade de rolar na grama

Mission Dolores Park e a vontade de rolar na grama

O jeitão de Mission District, coberto de street art

O jeitão de Mission District, coberto de street art

Bares incríveis

Fiz poucos e bons achados em termos de bares. Ou melhor, peguei emprestado da minha amiga Maps, que mora lá me levou para a balada. A gente começou no rooftop do El Techo, jantou no moderninho Foreign Cinema e depois tomou uns bons drinques até varrerem o Bear vs Bull, que fica dentro de um antigo cinema. Uma salva de palmas para os três.

O visu do Foreign Cinema: um dos restaurantes charmosos de Mission District

O visu do Foreign Cinema: um dos restaurantes charmosos de Mission District

Brechó fever

Não nasci com o talento para garimpar roupa em brechó. Mas só de me colocar na pele de quem gosta quase enfartei no Wasteland. Apesar do visual ultra bizarro por fora (meio trem-fantasma de cidade do interior), o lugar tem araras lotadas de peças de muita qualidade. E ainda fica na Haigh Street, coração do movimento hippie e, portanto, o único lugar do mundo onde o tie-dye ainda faz sentido.

Wasteland: parece trem-fantasma mas é um dos brechós mais legais da cidade

Wasteland: parece trem-fantasma mas é um dos brechós mais legais da cidade

“O” oyster bar

Outra que devo à minha amiga Maps: Swan Oyster Depot, um boteco rústico que serve as melhores ostras que comi nos últimos tempos, além de cerveja boa e simpatia. Esperei meia hora por um banquinho, fiz amigos na fila e saí de lá meio bebum numa tarde de quinta-feira. F-é-r-i-a-s.

 

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