Achados Adriana Setti escolheu uma ilha no Mediterrâneo como porto seguro, simplificou sua vida para ficar mais “portátil” e está sempre pronta para passar vários meses viajando. Aqui, ela relata suas descobertas e roubadas

Koro Sun Resort, um resort acessível no paraíso do mergulho nas Ilhas Fiji

O Koro Sun Resort está posicionado na frente de alguns dos melhores pontos de mergulho de Fiji, numa laguna protegida do mar aberto

Por Adriana Setti Atualizado em 14 jun 2019, 17h24 - Publicado em 10 abr 2015, 14h55

É praxe que, ao chegar num hotel em Fiji, que você seja recebido com “welcome home” (bem-vindo à casa). No Koro Sun Resort, essa frase fofíssima veio com bônus: um abraço e o sorriso inesquecível da Ali que, entre outras tarefas, é encarregada de orientar o hotel na direção do turismo sustentável. Mal cheguei, e me vejo ao lado dela numa mansão cinematográfica com vista para o mar e abraçada pela densa floresta que cobre a ilha de Vanua Levu – um simpático coquetel de fim de tarde na faixa para os hóspedes. Tocamos no assunto mergulho e ela me diz, como se isso fosse trivial, que ali em frente nadam cardumes de tubarões-martelo, arraias manta (para leigos: ambos estão entre os maiores “troféus” no mundo do ar comprimido, sonho de quem pratica o esporte)… Minha incredulidade durou até a manhã seguinte quando, na primeira imersão na Dream House, um ponto de mergulho a cinco minutos de barco do píer do hotel, fui circulada por tubarões-martelo. Horas depois, lá estava eu ao lado de uma arraia manta.

O Koro Sun Resort está posicionado na frente de alguns dos melhores pontos de mergulho de Fiji, numa laguna protegida do mar aberto. Não se trata de um resort convencional. Além de funcionar como hotel, o latifúndio de 65 hectares de frente para o mar tem casas para alugar. A mansão do coquetel do parágrafo acima, por exemplo, pode ser alugada por US$ 1300 por dia para 6 pessoas, um achado e tanto para um casarão com piscina em Fiji. “O dono adora ideias mirabolantes”, diz gerente Margie Rayawa (ponto para eles: todo o staff, incluindo os gerentes, são fijianos, coisa rara por lá). Sua última invenção é uma coleção de pequenos bangalôs flutuantes voltados para a parte interna da lagoa, que se movem de acordo com o vai e vem da maré. Quando estive por lá, as últimas casinhas estavam sendo rebocadas pela lagoa. Fora isso, há villas com escadinhas para pular direto no mar, casinhas na árvore, bangalôs cercados de jardim… Várias villas têm piscinas privadas.

A piscina da mansão que pode ser alugada por US$ 1000 por diaA piscina da mansão que pode ser alugada por US$ 1000 por dia para quatro pessoas, ou US$ 1300 para seispessoas

E agora a vista da mansão (e do coquetel de boas vindas). E agora a vista da mansão (e do coquetel de boas vindas).

A mesma vista no fim da tarde (ali embaixo dá para ver o campo de golfe)A mesma vista no fim da tarde (ali embaixo dá para ver o campo de golfe)

A doce Margie, a gerente-geral, é fijiana, assim como todo o staff (coisa rara no país: quase todos os hotéis em que me hospedei tinham gerentes estrangeiros)A doce Margie, a gerente-geral, é fijiana, assim como todo o staff (coisa rara no país: quase todos os hotéis em que me hospedei tinham gerentes estrangeiros)

As vilas construídas sobre a águaAs vilas construídas sobre a água

Agora de outro ângulo (desde US$ 836 por casal, com piscina privada e todas as refeições). Agora de outro ângulo (desde US$ 836 por casal, com piscina privada e todas as refeições).

"Crianças a partir deste ponto serão devoradas" (hahahaah!). A entrada para a ala só de adultos onde ficava meu "Wateredge Bure"“Crianças a partir deste ponto serão devoradas” (hahahaah!). A entrada para a ala só de adultos onde ficava meu “Wateredge Bure”

O caminho bonitinho até meu quartoO caminho bonitinho até meu quarto

Interior do meu quartoInterior do meu quarto

Agora de outro ânguloAgora de outro ângulo

Terracinho privê com day bed (uma sombrinha, por favor!)Terracinho privê com day bed (uma sombrinha, por favor!)

Meu bure no fim da tardeMeu bure no fim da tarde

A entradinha para o meu bangalô no fim da tarde, emoldurando o degradêA entradinha para o meu bangalô no fim da tarde, emoldurando o degradê

Dando uma nadadinha direto do meu terraçoDando uma nadadinha direto do meu terraço

No total, são 42 acomodações de mais de dez tipos diferentes, com preços bem democráticos, começando em US$ 450 para duas pessoas (num bangalô cercado por um jardim), com três refeições ao dia e várias atividades incluídas, um excelente custo-benefício para os padrões de Fiji. Fiquei num dos novíssimos “Edgewater Bures” na ala só para adultos. Não chegava a ser um daqueles bangalôs sobre palafitas da Polinésia Francesa, mas a ideia era praticamente a mesma. Dependendo da maré, dava para descer pela escadinha do terracinho e dar um tchibum. O quarto era espaçoso, com cama centralizada, piso de cerâmica fria, teto e móveis de madeira. A amenities eram da sensacional marca Pure Fiji – dos melhores produtos de pegada natureba que provei na vida, apaixonei. No terraço privado, protegido por um murinho e um jardim, havia uma deliciosa day bed. A única pena é que não havia nenhum tipo de sombra sobre ela. Durante o dia, no calor de Fiji, era impossível aproveitá-la. Mas era uma delícia deitar lá perto do mar à noite e olhar as estrelas (o que a tornava uma night bed no fim das contas…).

Todas as refeições estão incluídas na diária, a menos que você se hospede em algumas das casas (ainda assim, neste caso é possível acrescentar o pacote de alimentação). O café da manhã era farto e gostoso. No almoço e no jantar, a comida era leve e correta, com apresentações cuidadas. Para entrar em clima de lua de mel, recomendo: o hotel pode produzir jantarzinhos privados em locações especiais. Simples e gostosa como tudo no Koro Sun, minha noite romântica rolou numa mesinha baixa num gazebo posicionado num cantinho bem calmo do jardim. Luz de velas, musiquinha fijiana de violão ao vivo, vinhozinho branco…

Jantar romântico e fora de fotoJantar romântico e fora de foco

Comida leve, correta, bem apresentada e incluída na diária (as bebidas são pagas à parte)Comida leve, correta, bem apresentada e incluída na diária (as bebidas são pagas à parte)

Lobby e restaurante onde era servido o gostoso café da manhã (o melhor lugar para pegar a internet wi-fi incluída na diária, que, na prática, não funcionava no meu bure)Lobby e restaurante onde era servido o gostoso café da manhã (o melhor lugar para pegar a internet wi-fi incluída na diária, que, na prática, não funcionava no meu bure)

A piscina anexa à recepção, no jardim. Um dos cantinhos mais tranquilos do resortA piscina anexa à recepção, no jardim. Um dos cantinhos mais tranquilos do resort

O restaurante onde almoço e jantar eram servidos, à beira marO restaurante onde almoço e jantar eram servidos, à beira mar

O píer do barco de mergulho, a 5 minutos do paraísoO píer do barco de mergulho, a 5 minutos do paraíso

O degradê de azuis na laguna, desembocando no mar abertoO degradê de azuis na laguna, desembocando no mar aberto

Vanua Levu não é de grandes praias. Super verde e selvagem, a ilha tem alguns dos melhores pontos de mergulho de Fiji, como já disse, além de cachoeiras e trilhas na mata. Todas as atividades aquáticas além do mergulho estão incluídas na diária. Entre elas o SUP, simplesmente perfeito para o mar calminho dentro e fora da laguna. Também rola pesca, passeio de bici, snorkeling com guia, trekking na selva, corrida, palestras sobre pérolas (que teve um baita ibope, aliás)… Também há quadras esportivas e um campo de golfe, além de várias atividades infantis.

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O resort também organiza vários passeios pagos à parte, que faziam bastante sucesso com os hóspedes (sobretudo os não mergulhadores). O programa incluía visitar fazendas de pérolas, cachoeiras, o delicioso vilarejo de Savusavu (a 15 minutos de carro), piquenique privado numa ilhota deserta, entre outros. Também pago à parte, o spa é um dos pontos altos do hotel. As cabanas de tratamento ficam espetacularmente localizadas no meio da selva, em torno de uma pequena cachoeira. O preço é razoável: US$ 65 por uma hora de massagem relaxante.

O spa no meio da selva, ao lado de uma cachoeira: dá uma paz...O spa no meio da selva, ao lado de uma cachoeira: dá uma paz…

Entre um mergulho e outro, a grande delícia era ficar na piscina de borda infinita, só para adultos. Quando estive por lá, em fevereiro, era baixíssima temporada. Havia pouca gente e em questão de horas todos os hóspedes se conheciam. Ficar de papo na piscina, tomando uma cervejinha aqui e outra ali, vendo a tarde cair na maneira mais espetacular possível definitivamente era tudo o que eu queria para as minhas férias.

E vamos combinar que uma piscina dessas bem substitui uma praiaE vamos combinar que uma piscina dessas bem que substitui uma praia

Piscina e mar junto e misturadoPiscina e mar junto e misturado

Outro ângulo da piscina de borda infinitaOutro ângulo da piscina de borda infinita

E mais um...E mais um…

Fim de tarde MATADOR na piscina.Fim de tarde MATADOR na piscina.

Koro Sun Resort Fiji20 Koro Sun Resort Fiji21 Koro Sun Resort Fiji22 Koro Sun Resort Fiji23 Koro Sun Resort Fiji24 Koro Sun Resort Fiji25 Koro Sun Resort Fiji26 Koro Sun Resort Fiji27 Koro Sun Resort Fiji28  Koro Sun Resort Fiji31

Sobre o mergulho:

Quando estive por lá, o Koro Sun estava trocando de operador de mergulho. Até então tinham um dive center focado em grupos pequenos. O novo e ambicioso operador, Namena Divers, tem barcos maiores, entre eles um iate novinho em folha (visitei o baro, à espera de licenciamento, na marina de Savusavu). Com um barco mais potente, fará viagens diárias até a ilha de Namena, uma das responsáveis pela fama de Fiji como a “capital mundial de corais moles”. Isso é um grande diferencial já que, atualmente, os demais dive centers da ilha fazem viagens esporádicas para Namena, dependendo do número de mergulhadores.

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