Achados Adriana Setti escolheu uma ilha no Mediterrâneo como porto seguro, simplificou sua vida para ficar mais “portátil” e está sempre pronta para passar vários meses viajando. Aqui, ela relata suas descobertas e roubadas

Kata Tjuta (The Olgas), a outra formação rochosa impressionante no deserto da Austrália

Por Adriana Setti Atualizado em 27 fev 2017, 15h23 - Publicado em 30 mar 2015, 14h21

Trinta e seis cocurutos gigantescos e arredondados que surgem do nada. O mais alto deles, Monte Olga, chega a 546 metros. Ou seja, 200 metros a mais do que Uluru, que está a apenas 35 quilômetros de distância e rouba a cena por causa de seu fator tão único: é o maior monólito do mundo. Sem grandes expectativas, acabei entregando meu troféu revelação a Kata Tjuta. Vai por mim: reserve pelo menos meio dia para encaixar esse programaço na sua visita ao deserto.

36 cucurutos que emergem do nada a 35 quilômetros de Uluru

36 cucurutos que emergem do nada a 35 quilômetros de Uluru

O maior cocuruto é 200 metros mais alto que Uluru!

O maior cocuruto é 200 metros mais alto que Uluru!

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A caminhada até tem alguma inclinação, mas está longe de ser difícil. Alguns trechos têm até passarela de madeira

A caminhada até tem alguma inclinação, mas está longe de ser difícil. Alguns trechos têm até passarela de madeira

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Jogo de luz e sombra

Jogo de luz e sombra

E a vontade de sentar nesse banquinho e meditar?

E a vontade de sentar nesse banquinho e meditar?

A parede e suas texturas loucas

A parede e suas texturas loucas

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Um guia bom, como a do Longitude 131, rende explicações bem interessantes sobre a geologia do lugar

Um guia bom, como a do Longitude 131, rende explicações bem interessantes sobre a geologia do lugar

 

Kata Tjuta é bem diferente de Uluru em termos de experiência. O aglomerado de rochas esculpe uma série de cânions, fendas e corredores espetaculares. Ao invés de apenas circular a formação, é possível mergulhar em suas entranhas. O vento sopra por entre as fendas estreitas com uma força impressionante – uma dádiva no verão e um suplício no inverno. As paredes altíssimas fazem você se sentir um micróbio. O som reverbera de uma maneira totalmente louca. Os efeitos de sol e sombra são alucinantes.

 

As caminhadas não chegam a ser difíceis. Mas são mais emocionantes do que as de Uluru porque têm um pouco de inclinação. Além do mais, caminha-se por um piso pedregoso. Usei um tênis de corrida com a sola macia demais e fiquei com o pé extremamente dolorido no dia seguinte. Ou seja, o ideal é uma bota de caminhada mesmo, ainda mais para quem for dar a volta mais completa pelo Vale dos Ventos (quase 8 quilômetros). Vá o mais cedo possível para tentar driblar as multidões. Pássaros, silêncio e o assobio do vento serão as melhores companhias.

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Vai lá: Fiz o passeio com uma ótima guia do glamping Longitude 131. Mas você pode aventurar-se sozinho baixando ESTE MAPA acima, ou contratar um passeio guiado numa das agências do vilarejo de Yulara.

 

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