Espanha terá trem-bala low cost entre Madri e Barcelona

O EVA terá bilhete virtual, poltronas mais apertadinhas e um ponto final diferente em Barcelona

Recentemente, a Espanha celebrou os 10 anos do muito bem sucedido AVE (trem de alta velocidade) que liga Barcelona a Madri em 2h30. Seria apenas uma efeméride se não viesse acompanhada de uma ótima notícia: a partir do primeiro trimestre de 2019, o novo EVA fará o mesmo trajeto com tarifas 25% mais suaves e algumas frescuras a menos. Em outras palavras, o amado AVE terá uma versão low-cost.

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Por que comemorar?

Em uma década de funcionamento, os vagões ultramodernos da marca Siemens transportaram mais de 35 milhões de passageiros e fizeram minguar a ponte aérea entre as duas maiores cidades do país. Atualmente, 60% dos viajantes opta pelos trilhos na hora de ir da capital espanhola à metrópole catalã e vice-versa. Os motivos? Indo de trem, você elimina o perrengue dos controles de segurança (cada vez mais chatos) dos aeroportos; sai do centro e chega no centro; viaja em uma poltrona muito mais espaçosa e vai vendo a paisagem. Ainda que um voo de Madri a Barcelona dure apenas 50 minutos, somados os deslocamentos e o drama aeroportuário, a viagem acaba demandando pelo menos 4 horas (contra 2h30 de trem). A única desvantagem do alta velocidade, até agora, era o preço: enquanto um bilhete de AVE dificilmente sai por menos de €60 (só ida), uma passagem de avião comprada com antecedência pode custar €35 (só ida). Portanto, bienvenido, Eva! Titia nem te conhece mas já te ama.

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Como vai ser?

Como qualquer coisa que seja low cost, o EVA terá algumas frescuras a menos que o AVE. As poltronas serão mais apertadinhas e posicionadas em grupinhos de 6 ou 8 (no AVE, os assentos em torno de mesas são dispostos em grupos de 4). Não haverá serviço de bar móvel (ou seja, o carrinho que passa vendendo bebidas e snacks) – mas a cafeteria será mantida. Também será vetada a projeção de filmes em telas coletivas, algo que – vamos combinar – ninguém vai nem notar. Por outro lado, o trem terá wi-fi (não sabemos ainda se será grátis). Para tirar o papel da jogada, os bilhetes físicos serão substituídos pela identificação biométrica dos passageiros (outro detalhe que a Renfe, empresa administradora, ainda não explicou como vai funcionar).

Tem pegadinha?

Infelizmente, sim. Ao contrário do AVE, em Barcelona o EVA não chegará até a estação de Sants – a principal da cidade, em uma zona bem central e conectada a duas linhas de metrô. A parada final será a estação intermodal de El Prat (ainda em construção), conectada às paradas de trem e metrô homônimas. De lá, será preciso fazer uma baldeação para outro trem e viajar por mais 12 minutos até chegar a Sants. Embarcando no metrô em El Prat, o trajeto dá altas voltas e demora 40 minutos até o centro. Como diz um amigo meu, quem não tem dinheiro (pra ir de AVE) pelo menos tem que ter mais tempo.

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