Achados Adriana Setti escolheu uma ilha no Mediterrâneo como porto seguro, simplificou sua vida para ficar mais “portátil” e está sempre pronta para passar vários meses viajando. Aqui, ela relata suas descobertas e roubadas

Dez coisas que você precisa saber se for passar o Réveillon em Barcelona

Por Adriana Setti Atualizado em 27 fev 2017, 15h41 - Publicado em 5 dez 2013, 12h55

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Vai passar o Réveillon em Barcelona? Então eis o que você precisa saber para não errar na dose de expectativa.

 

1. O Réveillon em Barcelona (e na Europa em geral) não é uma data tão importante quanto no Brasil

Nada se comprara ao Réveillon no Brasil. Não apenas em termos de festas e rituais, mas sobretudo no que se refere à importância que as pessoas dão à data. Isso não quer dizer que a noite do dia 31 seja como outra qualquer. Mas a virada definitivamente não é cercada de tanto misticismo e não tem tanto peso como no Brasil.

2. A noite do dia 31 não é planejada com muita antecedência

Ninguém em Barcelona planeja a noite do dia 31 de dezembro com meses de antecedência. Assim como eu, Adriana Setti, não sei o que vou fazer neste dia, as festas ainda não estão divulgadas e/ou organizadas. Portanto, não me leve a mal (e não fique ansioso) se eu ainda não conseguir dar dicas certeiras sobre o que fazer. Tratarei disso quando estiver mais perto. Combinado, meu povo?

3. Os preços não ficam tão absurdos como no Brasil

Eis o lado bom da data não ter muita importância: os preços dos hotéis, dos restaurantes e das festas são apenas um pouco mais altos do que no resto do ano.

4. O Réveillon acontece no auge do frio (e obviamente bem longe da praia)

Lembre-se: se no Brasil, o Réveillon acontece no auge do verão. Em Barcelona, ele é celebrado em pleno inverno. Isso significa que, em Barcelona, a temperatura à meia-noite estará entre 0 e 5 graus centígrados. Em Madri, é possível que esteja abaixo de zero. Não preciso dizer que pular as ondinhas (uma tradição 100% brasileira, aliás) sob essas condições é absolutamente inviável.

5. As pessoas se não se vestem de branco

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As únicas pessoas que algum dia ficaram bem de bota branca foram Xuxa e as Paquitas (e olhe lá). Independente
da temperatura, o branco é outra tradição 100% made in Brazil.

6. O Réveillon é mais familiar

A grande maioria dos catalães janta com a família ou com os amigos e sai para a balada só lá pelas 2 ou 3 da manhã. Os turistas na cidade (milhares deles) costumam jantar em algum restaurante e depois lotam bares, discotecas e afins. Como em qualquer lugar do mundo, as festas privadas são mais legais do que as dos bares e discotecas (darei dicas mais adiante).

7. É fácil conseguir vaga em restaurantes e entrada para as festas com poucos dias de antecedência

Se você reservar restaurante e festa com uns 15 dias de antecedência, é muito provável que consiga lugar sem nenhuma dificuldade. Alguns restaurantes preparam um menu especial para a data; outros funcionam como se fosse uma noite qualquer. Mas não espera nada muito pirotécnico ou espetacular.

8. As festas não costumam ser caras e nem nababescas

As festas nas discotecas não têm nada de muito especial para a data. O normal é que a decoração seja especial e que a entrada dê direito a um drinque para brindar. O lado bom é que elas também não custam absurdamente caro.

 

9. A virada em praça pública é um mico

Em Madri as pessoas se reúnem na Plaza del Sol e, em Barcelona, na Plaça Catalunya. Mas eu, sinceramente, acho roubada. Em primeiro lugar, literalmente: a quantidade de batedores de carteira que se aproveitam dos turistas encantados com os fogos de artifício é assustadora. Em segundo lugar, faz muito frio para estar ao ar livre. Por fim, o golpe de misericórdia: é proibido levar garrafas de vidro, o que significa que você terá que colocar o espumante num copo de plástico (sei não, mas isso deve dar azar!).

10. Ao invés de pular ondas, comer uvas

A tradição na hora da virada é comer uma uva para cada badalada da meia-noite. Isto é, doze uvas em doze segundos, o que demanda uma grande capacidade de deglutição. Cuidado para não morrer engasgado.

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