Achados Adriana Setti escolheu uma ilha no Mediterrâneo como porto seguro, simplificou sua vida para ficar mais “portátil” e está sempre pronta para passar vários meses viajando. Aqui, ela relata suas descobertas e roubadas

Dez coisas que você precisa saber para dirigir na África do Sul

Por Adriana Setti Atualizado em 27 fev 2017, 15h39 - Publicado em 26 mar 2014, 21h56
Feliz da vida no meu carrinho de US$ 23 ao dia

Feliz da vida no meu carrinho de US$ 23 ao dia

 

 

1. Lição número 1: os sul-africanos dirigem na mão inglesa. Ou seja, o motorista fica do lado direito do carro, que por sua vez transita pela pista da esquerda. Parece difícil, e é mesmo. Nos primeiros minutos, você ficará à beira de um colapso cerebral. A boa notícia é que bastam algumas horas para se acostumar com esse novo modo de dirigir. A má notícia é que o mesmo não acontecerá com os comandos da seta e do limpador de para-brisas.

 

2. Ainda sobre o item acima, também é bom saber que a maioria dos carros alugados na África do Sul (sobretudo os econômicos) não tem câmbio automático. Menos mal que pelo menos a posição das marchas não se inverte com a mudança de lado (em outras palavras, a primeira continua sendo para cima e à esquerda, e assim por diante).

 

3. Teoricamente, para alugar um carro é preciso ter uma carteira de motorista válida, com as informações em inglês. Ou seja, para brasileiros o ideal é ter em mãos a Permissão Internacional para Dirigir, que você pode solicitar no Detran. (Dito isso, eu confesso que não tinha a menor ideia dessa exigência antes de ir e que aluguei o carro com o meu “permiso de conducción” espanhol sem nenhum problema na Hertz do aeroporto da Cidade do Cabo.)

 

4. Alugar carro na África do Sul é barato. Reservei com bastante antecedência pelo meu queridinho carhire3000.com, que me encontrou um Toyota Athios (pequeno porém valente) por US$ 23 ao dia. Além do mais, a maioria das locadoras não cobra “one-way fee”. Ou seja, você pode pegar o carro em um canto do país e devolver no outro sem gastar nenhum tostão a mais.

 

5. Tinha lido em alguns guias que os sul-africanos em geral dirigem selvagemente. Discordo totalmente. Em geral, achei os motoristas bem disciplinados e gentis.

Continua após a publicidade

 

6. Caso você queira atravessar a fronteira para outros países (incluindo Suazilândia e Lesoto, que ficam dentro do território da África do Sul), precisa solicitar uma autorização na locadora. Não é complicado mas custa cerca de US$ 150.

 

7. As estradas variam de excelentes a surrealmente péssimas. Na região do Cabo Ocidental (arredores da Cidade do Cabo), Garden Route e imediações de Durban e Johanesburgo você se sentirá na Europa. A coisa muda de figura na Wild Coast (o antigo Transkei, parte mais pobre do país) e nos arredores do Kruger Park.

 

8. A pior estrada do país é a R36, que liga a autopista 4 a Lydenburg e é uma das vias de acesso ao Kruger Park para quem vem do centro do país. Há várias alternativas, mas tive a HONRA de ser jogada nessa pista pelo meu GPS, que me proporcionou um dos trechos mais “memoráveis” da viagem. Demoramos mais de uma hora e meia para vencer cerca de 40 quilômetros, desviando de crateras de proporções inenarráveis. A estrada é tão notória pelos buracos que vira e mexe alguém ri para não chorar e tira fotos nadando, tomando banho ou pescando nos rombos da pista. Algumas placas falsas e divertidas também foram espalhadas pela estrada. Tipo: “proibido mergulhar nos buracos”.

 

Banho na cratera em sinal de protesto às condições da R36 (hahaha!)

Banho na cratera em sinal de protesto às condições da R36 (hahaha!)

9. Os radares são pouquíssimos e os controles policiais beiram o inexistente. Ainda assim, fui multada por excesso de velocidade (estava a 70 por hora num trecho onde o limite era 60) e o policial tentou arrancar uma graninha para não “complicar a minha vida”. Ou seja, a polícia não é flor que se cheire…

 

10. Apesar de ter me jogado na R36, o GPS (usei o TomTom) foi uma mão na roda durante a viagem e funcionou perfeitamente até dentro do Kruger Park. Quase todos os hotéis que tive que procurar estavam listados no mapa, uma maravilha.

 

Siga @drisetti no Twitter

Continua após a publicidade
Publicidade