Achados Adriana Setti escolheu uma ilha no Mediterrâneo como porto seguro, simplificou sua vida para ficar mais “portátil” e está sempre pronta para passar vários meses viajando. Aqui, ela relata suas descobertas e roubadas

Batedores de carteira na Europa: nem a Suíça se salva?

Por Adriana Setti Atualizado em 27 fev 2017, 15h47 - Publicado em 16 jul 2012, 17h35

 

 

A boa e velha tática da distração, seja na Suíça ou em Barcelona

 

Um leitor acaba de contar uma história via caixa de comentários que me deixou boquiaberta. Reproduzo aqui um resuminho:

 

“Fui roubado duas vezes na Suíça esta semana. Na estação de trem do aeroporto de Zurique, um homem passou por mim em direção aos vagões. Na volta, tentou me dar um esbarrão. Nesse momento, alguém veio por trás e levou minha carteira, que estava no bolso da frente, do lado direito. Hoje, ao regressar de Zurique para o aeroporto, já dentro do trem, um cara se aproximou e tentou levantar a minha mala para colocá-la no porta-bagagens. Como estava muito pesada, pedi para ele deixá-la onde estava. Enquanto isso, alguém levou a minha carteira que estava no bolso direito, de novo! Não acreditei. Nas duas vezes, fui à polícia e, apesar de terem sido atenciosos, os agentes disseram que não podiam fazer nada. Graças a deus meu passaporte estava em local seguro e tinha algum dinheiro em outra parte.”

 

Batedores de carteira (os famosos pickpockets) são endêmicos na Europa. Isso não é novidade. O que me espanta, e me entristece, é constatar que nem a Suíça está fora dessa. Até ouvir o relato, imaginava que o país alpino, assim como a Áustria e o quarteto escandinavo, fossem ainda lugares idílicos onde o cidadão ainda pode relaxar com a carteira no bolso.

 

Nós, brasileiros, nos achamos sempre muito espertos. Mas, definitivamente, não estamos mais acostumados com simples batedores de carteira. Mão leve, para quem convive com revólver na cara, é démodé. Justamente por isso, relaxamos. Essa que vos escreve já foi roubada SEIS vezes em Barcelona, e está longe de ser uma retardada mental. Por essas e muitas outras, anote aí:

 

1. Carteira no bolso da calça é o sonho de qualquer ladrão. E não pense que um botão ou um zíper são elementos de dissuasão. Estamos falando de profissionais com poderes praticamente mágicos e habilidades incríveis na arte de surrupiar. O mesmo vale para objetos de valor em mochilas ou bolsas muito abertonas. O melhor é colocar a carteira em algum zíper interno da bolsa e ficar de olho nela sempre, inclusive em restaurantes.

 

2. A técnica mais eficaz é a da distração. Um esbarra, o outro mete a mão no bolso. Um pede informação, o outro vupt. Um vem com conversa fiada, o outro pam. Os larápios geralmente andam em duplas.

 

3. Metrôs e outros tipos de aglomerações são os lugares preferidos.

 

VEJA O RANKING DAS CIDADES DO MUNDO ONDE SUA CARTEIRA CORRE MAIS RISCO, SEGUNDO O TRIP ADVISOR (o ranking foi elaborado de acordo com os relatos frequentes dos leitores e a última versão é de 2010):

 

1a Barcelona (Espanha)

 

2a Roma (Itália)

 

3a Praga (República Tcheca)

 

4a Madri (Espanha)

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5a Paris (França)

 

6a Florença (Itália)

 

7a Buenos Aires (Argentina)

 

8a Amsterdã (Holanda)

 

9a Atenas (Grécia)

 

10a Hanói (Vietnã)

 

 

Leia mais sobre os batedores de carteira na Espanha.

 

 

 

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