Achados Adriana Setti escolheu uma ilha no Mediterrâneo como porto seguro, simplificou sua vida para ficar mais “portátil” e está sempre pronta para passar vários meses viajando. Aqui, ela relata suas descobertas e roubadas

Alerta de tsunami e massacre de civis: quão (in) seguro é viajar pelas Filipinas?

Por Adriana Setti Atualizado em 27 fev 2017, 16h00 - Publicado em 1 mar 2010, 09h35

Enquanto isso em Palawan… ufff, um stress danado

Nos últimos dias, as Filipinas, país onde me encontro neste exato momento, ocuparam as páginas dos jornais mundo afora por dois fatos nada agradáveis: um massacre de civis por supostos membros de um grupo vinculado ao Al-Qaeda e um alerta (não confirmado) de tsunami, reflexo do terremoto do Chile.

Isso tudo, quando as lembranças dos furimbundos tufões do final do ano passado ainda estão na memória de muita gente (da minha querida sogra Sônia, pelo menos, não há dúvidas). Parece motivo suficiente para evitar o país por três encarnações seguidas.

No entanto, acredite se quiser, viajar pelo país é seguro. Tudo depende de onde e quando você pretende amarrar o seu burro.

Comecemos pelo pior. Os sangrentos e repetidos massacres e conflitos, sempre envolvendo a minoria muçulmana que habita o extremo sul deste país católico, estão concentrados nas regiões de Mindanao (especificamente a parte central e ocidental da ilha), e no arquipélago de Sulu. Ambas as regiões merecem a bandeira vermelha nos alertas para viajantes emitidos pelos governos norte-americano, britânico e australiano, entre outros. Mas evitar confusão é fácil: não se meta a viajar pela área e pronto. O problema não se estende pelo resto das Filipinas. O que acontece em Mindanao afeta tanto a vida em Palawan (onde estou agora) quanto o massacre de Eldorado dos Carajás balançou a rotina de Peruíbe.

Há outro tipo de violência crônica no país? Sim, Manila tem os problemas típicos de toda cidade grande e subdesenvolvida (assaltos, etc), mas não é, nem de longe, tão perigosa quanto o Rio de Janeiro ou São Paulo. A boa notícia é que a capital filipina pode facilmente ser cortada dos seus planos de viagem sem grandes remorsos, já que não tem muito a oferecer a um turista. Eu, por exemplo, só passei pelo aeroporto. Nas ilhas aonde você provavelmente quer ir, o máximo que pode acontecer é alguém surrupiar algo do seu quarto na sua ausência. E olhe lá.

Tsunamis, erupções de vulcões e terremotos? Só resta entregar nas mãos de Jesus, Alá, Oxalá ou Buda. Mas os tufões você pode facilmente evitar, não viajando na época critica, de junho a novembro, quando a catástrofe costuma abater-se principalmente sobre as regiões das ilhas Visayas e Luzon, que concentram grande parte dos principais destinos.

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