África do Sul: minhas 13 melhores dicas da Cidade do Cabo

Sabe aquelas melhores dicas que você guarda com carinho para dar a um amigo? Eis aqui a minha seleção pinçada a dedo sobre a Cidade do Cabo. Não espere encontrar informações sobre passeios turísticos – isso qualquer guia de viagem pode fazer pra você. A lista a seguir é hedonismo puro, e alguns toques para você se dar bem por lá.

1. A melhor localização para o seu apê

Sim, apê. Sai muito mais em conta do que ficar em hotel – aluguei um excelente por US$ 45 por dia no AirBnb, que tem uma oferta enorme. O melhor bairro, na minha opinião, é o Sea Point. Tem todos os serviços que você precisa (supermercado, padaria, restaurantes etc) ao alcance das pernas, além de um calçadão maravilhoso à beira mar. E, para completar, está a menos de 15 minutos do centro e de Gardens (onde estão 80% dos melhores restaurantes) e das praias mais bacanas da cidade.

Clifton vista de cima: uma das praias urbanas mais bonitas do mundo, na minha modesta opinião

Clifton vista de cima: uma das praias urbanas mais bonitas do mundo, na minha modesta opinião

2. As melhores praias

Clifton é a praia mais bacana na região central da cidade – aliás, acho que é uma das praias urbanas mais bonitas do mundo. Dirigindo um pouco mais (uns 25 minutos do Sea Point), você chega a Llandudno, simplesmente um espetáculo, tranquilíssima e com ondas boas para o surfe.

3. A melhor praia só que não

Camps Bay, a praia mais turístia, é linda. Linda de morrer. Linda de dar medo. Mas venta muito, concentra vendedores ambulantes meio grudentos e os restaurantes da orla, em sua maioria, têm qualidade duvidosa. Ai, sei lá… peguei implicância.

4. A questão do vento

Venta MUITO na Cidade do Cabo – o éden para quem pratica kitesurfe e windsurfe. Quando o bicho pega, fica bastante difícil sobreviver à beira mar sem engolir baldes de areia. Por isso, você será muito mais feliz se conseguir interpretar os dados de aplicativos como o Wind Guru, para saber onde dá pra ir e onde não vai rolar. De maneira geral, um vento de mais de 35 km/h já é bastante incômodo. Na dúvida, a praia mais protegida quase sempre é Clifton. As piores costumam ser Camps Bay e Table View (de onde se tem a melhor vista da Table Mountain, como o nome sugere).

5. Os melhores steaks

A fina flor da cozinha sul-africana é o braai, o bom e velho churrasco. Uma vez que o nível da carne por aqui se compara ao da Argentina, eis o país das maravilhas para quem é chegado num steak suculento. Carnívora incontrolável, testei vários restaurantes especializados. O melhor, com direito a fogos de artifício e o rufar dos tambores e a cada garfada, é o Carne SA. A casa é especializada em cortes finos e raros. Os garçons trazem os pedaços à mesa e explicam detalhadamente o que é cada um. De entrada, peça uma das massas, também espetaculares — o dono é italiano. Para a Cidade do Cabo, o Carne é considerado caro. Mas a conta da R$ 100 por cabeça com direito a entrada e vinho que altíssimo nível. Ou seja, uma pechincha em termos cariocas e paulistanos. Reserve com uns dias de antecedência.

6. Os melhores hambúrgueres

O meu favorito foi o da cervejaria bacanééésima Devil’s Peak Brewery – que também produz ótimas espumosas artesanais (ando meio enjoada disso, mas para quem gosta é um copo cheio). Também gostei muito do Hudsons, um hit meio baladinha entre os capetoneans que ainda não chegaram na casa dos 30.

7. O melhor japa

Kyoto Sushi Garden. Im-pe-cá-vel. Sushi comparável aos melhores de São Paulo, num ambiente meio “sem querer ser cool mas já sendo”.

8. Os melhores italianos

O Posticino é uma delícia de lugar no Sea Point, um clássico da cidade. O climão é super informal e a pizza é matadora. No outro extremo está o Burrata, um italiano finíssimo, com carta de vinhos idem (o dono é presidente da associação sul-africana de sommeliers).

9. O melhor de alta cozinha

O The Test Kitchen é o restaurante mais famoso da África. Atenção: você precisa resevar com vários meses de antecedência.Vacilei bonito e não consegui uma mesa…

10. Os melhores mercadinhos

O imperdível dos imperdíveis acontece aos sábados de manhã no Old Biscuit Mill, o coração do bairro de Woodstock, uma espécie de East London da Cidade do Cabo – ou seja, um antigo bairro industrial onde os galpões foram sendo ocupados por bares, estúdios, lojas de design etc… Rola comida boa e muita coisa bonita para comprar. A curadoria é impecável: só peças de qualidade (bem carinhas, aliás) e comida boa. O público parece ter escapulido de algum casting de desfile de moda. Dios mio…

11. O melhor fim de tarde

O lugar certo para estar no fim da tarde é o Bungalow, um lounge com grandes terraços cercados de cortinas bancas esvoaçantes aos pés da montanha dos Doze Apóstolos, escondidinho entre Clifton e Camps Bay. A vista é matadora na hora do pôr do sol e, apesar de ser um lugar um pouco “caras e bocas”, também é altamente frequentável com o pé sujo de areia e cabelo desgrenhado pós praia (à noite a coisa muda de figura e você precisa de um banho antes de ir).

12. As melhores baladas

A Cidade do Cabo não é um lugar para se acabar na noite. Muito pelo contrário, o povo costuma se recolher meio cedo e focar a energia no esporte e em outras atividades diurnas. Tudo muda na primeira quinta feira do mês, a famosa First Thursday, quando tudo funciona até mais tarde: museus, galerias, restaurantes, bares… Nesse dia,  a badaladíssima Bree Street simplesmente explode. O epicentro é o quarteirão onde fica o bar de tapas La Parada e o bar e restaurante HeadQuarters. Aparece todo aquele povo que escapuliu do casting de desfile de moda, só que elevado à décima potencia. Olha, vou falar pra vocês… não me lembro de ter visto algo igual em termos, digamos, visuais…

13. O melhor evento do verão

Se você visitar a cidade no verão (faça esse favor a si mesmo), não pode perder os shows dominicais de Kirstenbosch. Não é à toa que o lugar tem fama de ser o jardim botânico mais bonito do mundo. Mas, além do cenário estarrecedor, o clima do evento é pura paz e amor. Todo mundo leva seu piquenique e seu vinhozinho (não há latas de lixo no lugar e não sobra nem um cisco no chão no final!). Tem criança, vovô, moçada… Foi, sem dúvida, um dos momentos inesquecíveis da viagem.

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