Achados Adriana Setti escolheu uma ilha no Mediterrâneo como porto seguro, simplificou sua vida para ficar mais “portátil” e está sempre pronta para passar vários meses viajando. Aqui, ela relata suas descobertas e roubadas

A nova bomba de Bali

Por Adriana Setti Atualizado em 27 fev 2017, 15h44 - Publicado em 8 mar 2013, 13h06

O projeto do novo aeroporto: modelo de Cingapura

 

Ao chegar no aeroporto de Denpasar, a primeira surpresa: o velho e baqueado terminal, construído na década de 60, está finalmente em obras (e mais caótico do que nunca). O mais bombástico, no entanto, está por vir. Um novo terminal ultra-high tech deve ser inaugurado ainda este ano. Lindamente desenhado por arquitetos locais, e inspirado no espetacular aeroporto de Changi, em Cingapura, o novo aeroporto de Ngurah Rai custará US$ 291 milhões e, quando estiver a pleno vapor, terá capacidade para 20 milhões de passageiros ao ano (segundo o jornal Jakarta Post).

 

Saindo do aeroporto, mais novidades. Todas as principais vias de acesso ao sul da ilha estão em obras. Em pouco tempo, Bali terá suas primeiras pontes e viadutos, que pretendem desafogar o infernal trânsito de Denpasar, a capital da ilha, e seus arredores.

 

A pousada em que me hospedaria era a mesma das outras três vezes em que estive por lá. Ainda assim, passei reto por ela. O modestíssimo sobrado administrado pela mesma família há duas décadas ganhou uma nova ala butique e um restaurante. A vizinhança também mudou. No bequinho escuro escondido no meio de Seminyak floresceram um hotel de design pancadão e um edifício de dez andares onde funciona um hotel três estrelas.

 

Primeira manhã, tocamos pra Geger, uma praia que considerávamos “secreta”, ao lado da célebre Nusa Dua, que abriga vários hotéis de luxo. Ups! Na grande faixa de areia onde antes não havia nada, nasceu um novo e colossal resort, que deve ser inaugurado antes da alta temporada (que começa em maio).

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E esses são apenas alguns exemplos das metamorfoses pelas quais a ilha está passando. Poderia passar horas aqui descrevendo as novidades (para o bem e para o mal) que encontrei por lá.

 

Após os atentados de 2002 e 2005, a ilha parou no tempo. Os turistas sumiram e os balineses afundaram em uma gravíssima crise econômica. O mundo deu voltas, os viajantes voltaram, assim como os investidores. O governo local, por sua parte, demorou para reagir. A sensação que dá, agora, é de que resolveu correr atrás do prejuízo de uma tacada só, na tentativa de adaptar a infraestrutura à demanda que já existe (o que era mais do que necessário) e preparando a ilha para um passo adiante, enlouquecendo ainda mais a iniciativa privada.

 

Em uma frase: Bali está bombando de uma forma chocante. Se tanta gente e tanto concreto vão caber no paraíso, nem os deuses são capazes de prever.

 

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