A febre mundial dos walking tour grátis: 10 motivos para embarcar nesse programa legal

Site do I’m Free, o walking tour grátis de Sydney: da Argentina à Austrália, passando pela Coreia, a moda pegou

Recentemente, minha caríssima Mari Campos postou sobre o free  walking tour da Sandemans. Ela fez o passeio grátis organizado pela empresa em Dublin e amou. Eu já tinha participado de um da mesma “marca” em Berlim, há alguns anos. E agora foi a vez de repetir a dose em Amsterdã. Mais uma vez, sucesso total.

Hoje em dia, há passeios semelhantes em N cidades do mundo, de várias empresas e organizações diferentes. A ideia é uma jogada de marketing ge-ni-al: tudo funciona de forma organizada e profissional (na alta temporada, é preciso inclusive reservar antes). Mas você só paga no final QUANTO e SE quiser.

Agora, diga lá… quem é o ser sem coração que vai embora sem dar uma caixinha? Nas duas vezes em que participei, ninguém se negou a abrir a carteira. A contribuição média é de € 5 e € 10, por pessoa. Conclusão? Todo mundo vai embora feliz: os guias (que são voluntários) e os clientes. A empresa ainda aproveita para fazer uma propagandinha discreta dos outros tours pagos, com os quais realmente ganha dinheiro.

Estive pensando sobre essa febre e cheguei à conclusão que, dentro da indústria do turismo, esse é um dos raros casos em que o bem triunfa. Eis o por quê, em 10 motivos:

1. O mais óbvio: você só paga se e quanto quiser.

2. Como dependem da caixinha, os guias costumam ser bem preparados, performáticos e esforçados. O perfil geralmente é: jovem estrangeiros que mora na cidade para exercer alguma função bacana (estudante de algum tema como história ou artes, ator, fotografo, etc).

3. São passeios consistentes (de, em média, três horas) que proporcionam uma boa ideia da cidade logo de cara. Ou seja, ideal para reconhecer o terreno no primeiro dia.

4. Em geral, não se entra em nenhum museu ou atração durante o passeio (coisa que você pode perfeitamente fazer sozinho). Mas o guia certamente indicará os pontos principais, dirá por alto o que há dentro de cada um e palpitará sobre o que vale mais a pena.

5. Os tour focam em histórias e curiosidades sobre o lugar:  coisas que você teoricamente não descobriria facilmente sozinho. Ou seja, mesmo que você já tiver batido perna pela cidade, o tour não parecerá redundante.

6. Os dados históricos são apresentados de forma leve e dinâmica, para que você se aprofunde depois, por conta própria, se quiser. O passeio está longe de ser daquele tipo em que o guia despeja toda a sua cultura enciclopédica sobre cada mísera estátua, provocando bocejos e lotando o seu HD.

7. Você pode aproveitar o guia antenado para pedir dicas sobre restaurantes, festas, bares, etc.

8. É uma ótima oportunidade para conhecer gente de várias partes do mundo, ideal para quem viaja sozinho. O grupo sempre acaba se entrosando durante a pausa para o café e muitas vezes estica em algum bar depois do passeio (foi o caso da Mari Campos em Dublin, por exemplo).

9. Os tours gratuitos geralmente são em inglês. Mas em algumas cidades também há uma versão em espanhol (em Amsterdã, por exemplo).

10. Os grupos podem ser até grandinhos, mas não costumam passar de 20 pessoas. Em Amsterdã, por exemplo, havia um grupinho de guias “de plantão” no ponto de encontro e o povo foi separado em três grupos, dois em inglês e um em espanhol. Embarquei no espanhol porque havia menos gente, cerca de 10 pessoas.

VAI LÁ: A pioneira Sandemans tem walking tours gratuitos em 14 cidades europeias e mais Jerusalem. Fora isso, há empreitadas semelhantes em Sydney, São Franscisco, NY, Buenos Aires, Kiev, Tel Aviv, Toronto, Seoul, Tóquio

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