10 arrependimentos sobre viagens

O lugar errado em Bocas del Toro, ônibus na Europa, não ter ido para a Síria quando dava e outras lamentações

“A gente só se arrepende das coisas que não faz”. A máxima quase sempre funciona para mim quando se trata de viagens. Me conforta pensar que ainda há tempo de corrigir algumas besteiras. Outras, porém, só com máquina do tempo. Eis aqui a minha listinha de arrependimentos, na esperança que vocês não repitam meus erros:

1. Não ter ido para a Síria

Um ano antes da Primavera Árabe, eu andava planejando uma imersão no Oriente Médio. O foco principal da viagem era a Síria. Não me lembro ao certo o que me fez adiar a viagem. Mas essa titubeada é meu arrependimento número 1. E, ao que tudo indica, não tem volta.

2. Não ter ido ao Mianmar antes da abertura

O país se abriu ao turismo entre 2011 e 2012, o que fez com que uma avalanche de visitantes corresse para lá em busca da autenticidade perdida. Antes disso, era complicadinho visitar o país, a começar pelo visto. Mas a viagem definitivamente tinha outro sabor. Passei rente à fronteira da Tailândia com o Mianmar em 2010. Mas fiquei com preguiça de encarar a aventura. Tolinha.

3. Não ter focado no interior da Costa Rica

Sou o bicho raro que não se apaixonou pela Costa Rica. Hoje tenho uma explicação para isso. Na pegada Endless Summer, fiz da minha viagem uma busca obsessiva pela praia perfeita. E acabei dedicando pouco tempo às coisas que, no fim das contas, foram as mais legais da viagem: vulcões, floresta, rafting, trilhas na natureza. Um dia eu resolvo isso.

4. Não ter escolhido o lugar certo em Bocas del Toro (Panamá)

Vendo os relatos da Anna Laura do Carpe Mundi esses dias no stories, penso: fomos para o mesmo lugar? Enquanto a Anna mandou bem e achou um hotel paradisíaco em uma praia isolada, eu fiquei no vilarejo roots da mesma ilha (Bastimentos), cercada de autofalantes gigantes que bombavam reggaeton, instalada em uma pousada xexelenta que ficou sem água vários dias. Também me perdi em uma trilha no meio da selva (maior pânico da vida) e vi gente sendo assaltada na praia. Pergunta se eu gostei.

Meu cafofo em Bocas del Toro até que sai bem na foto. Mas a realidade era bem outra…

Meu cafofo em Bocas del Toro até que sai bem na foto. Mas a realidade era bem outra… (Adriana Setti/Arquivo pessoal)

5. Não ter ido a Teotihuacan (em três meses de México)

Tenho até vergonha de dizer que fiz isso. Ou melhor, não fiz. Foi pura preguiça e a certeza momentânea de que voltaria ao México muitas outras vezes na vida (o que há de se concretizar). Enquanto isso não acontece, eu só lamento.

6. Não ter investido mais no barco de Halong Bay (no Vietnã)

A diferença para viajar em um esquema melhor não era muita. Por uns US$ 100 a mais, eu poderia ter singrado as águas de Halong Bay em alto estilo. Mas as viagens pelo Sudeste Asiático, onde as coisas são baratésimas, acabam fazendo a gente achar que qualquer quantia maior de US$ 10 é uma fortuna inalcançável. Relatei o meu mico no post abaixo.

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7. Não ter dado mais atenção ao norte da Tailândia

Mereço um desconto. Qualquer um entra em roubada na primeira viagem pelo Sudeste Asiático (e na vigésima também). E o norte da Tailândia foi uma das minhas primeira paradas por lá. Achei que dava para ver tudo o que Chiang Mai e arredores tinham de bom em três dias. E, no desespero, fiz excursões absurdas que visitavam 20 lugares no mesmo dia e incluíam roubadas inenarráveis (como andar de elefante, uma indústria cruel e inaceitável que me envergonho de ter alimentado). Na correria, obviamente não deu tempo de fazer um belo trekking pelos vilarejos da região, o programa mais legal (e autêntico) por lá.

8. Não ter ido de trem (para economizar)

Viajar de ônibus na Europa: um pesadelo. Quase sempre as linhas são pinga-pinga, o banco não desce e sempre rola uma bela batida policial para atrasar ainda mais a viagem. Ir de Paris a Barcelona (em umas 15 horas) passando calor com um ar condicionado meia boca foi o ápice da experiência.

9. Não ter ficado mais na Ilha do Marajó

Jamais imaginei que fosse gostar tanto da Ilha do Marajó. E ter encaixado a ilha em uma viagem corrida pelo Brasil foi um absurdo. Três dias! Eis o tempo que passei nesse lugar tão belo e remoto. Vá por mim: merece pelo menos uma semana. Para entrar no ritmo, desconectar, absorver.

10. Não ter subido aos morros cariocas

Estive no Rio de Janeiro em 2015. Plena euforia pré-olímpica. Morros e turistas em lua de mel. Não subi. E perdi o bonde…

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