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Hutong

Por Redação Viagem e Turismo 26 dez 2011, 17h33

Um modo de vida muito autêntico que vem se perdendo com uma velocidade atroz são os tradicionais hutongs de Pequim. Esses bairros semi-fechados dão uma bela mostra do antigo modo de vida do pequinês, numa atmosfera única e atemporal. As muitas comunidades da capital formaram suas vilas no estilo arquitetônico típico da região, o siheyuan, com casas em volta de um pátio central. Nas ruelas labirínticas pode-se observar o cotidiano de seus habitantes, com seus comércios, restaurantes e mesmo uma ou outra casa.

A demolição dos hutongs faz parte de um grande esforço governamental para urbanizar essas áreas, que mal possuem água encanada e esgoto, estão sempre correndo perigo de incêndio por conta dos aquecedores a carvão (que dão um certo ar cinzento à esses bairros) e muitas vezes estão repletos de sujeira. Os Jogos de 2008 aceleraram esse processo, criando parques, largas avenidas e espaço para construir estações de metrô e novos edifícios, empurrando os habitantes para os subúrbios ou mesmo para o interior do país.

Apesar de estarem condenadas ao desaparecimento, ainda é possível visitar alguns hutongs, como os de Qianliang (entre Meishuguan Houjie e Dongsi Nandajie), Wudaoying (ao sul de Andingmen Dongdajie), Dongsi Batiao (ao sul de Dongsishitiao Lu) e Dajingchang (ao norte de Gulou Dongdajie, com alguns jardins em pátios abertos). Todos têm acessos a cadeirantes bem razoáveis.

É possível explorar os hutongs por conta própria, mas muitas agências oferecem passeios diretamente em seu hotel.

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