Arrombassi!

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Arrombassi!



Floripa já era campeã de qualidade de vida quando um certo Gustavo Kuerten surgiu do nada e surpreendeu o mundo, num domingo ensolarado de Paris, ao conquistar a edição de 1997 do mítico torneio Roland Garros. Na manhã seguinte, um jornal de Florianópolis estampou, em letras garrafais, o título que pegamos emprestado para esta página: "ARROMBASSI!" - uma variante, em floripês, de "Arrombaste!", e que poderia ser livremente traduzido como "Arrebentou!".

Pronto. A Ilha da Magia - que já tinha conquistado corações e mentes dos brasileiros, não só como destino de férias, mas como o lugar de sonho para morar - acabava de ganhar o ícone que faltava para celebrar seu status de nova paixão nacional. Naquele instante, "manezinho da ilha" deixava de ser uma expressão pejorativa para ser definitivamente assumida com orgulho pelos florianopolitanos. Em 2006, menos de dez anos depois da façanha de Guga, Floripa voltou a fazer bonito num ranking internacional: foi apontada, pela revista americana Newsweek, como uma das 10 cidades mais dinâmicas do mundo. Floripa continua arrebentando - e, mais do que nunca, todo mundo quer ser manezinho, nem que seja só por uns dias de verão.

10 motivos para ir e voltar sempre: 
 
1. A BR-101 duplicada - Caminho do mar
Com exceção de 30 km ainda não duplicados na Rodovia Régis Bittencourt, o caminho do Sudeste a Floripa é todo em duas pistas. São 700 km desde a cidade de São Paulo. (A duplicação do trecho sul, no entanto, só estará pronta em 2008.)
 
2. Ostras e mais ostras - Muito prazer, Crassostrea gigas
Poucos imigrantes recentes se adaptaram tão bem a Florianópolis quanto as ostras-do-pacífico (ou Crassostrea gigas), introduzidas na ilha no início dos anos 90. Comer ostras frescas, colhidas num criadouro que você vê da sua mesa, é um dos prazeres de Floripa. 
 
3. O sotaque - Se quésh, quésh
O falar rapidinho do florianopolitano, que à primeira ouvida soa como português de Portugal, remete à origem açoriana de boa parte da população. Ói-ói-ói-ói!
 
4. O Mercado - Comes e bebes
Construído em 1898 - e já recuperado do incêndio de 2005 -, o Mercado Público mistura bancas de frutos do mar, armazéns de secos e molhados e bares concorridos. O mais caro é o profissionalíssimo Box 32 (rua Conselheiro Mafra, 255, 3224-5588. 10h/22h, seg. a sex.; 10h/15h, sáb. Cc: todos). Seus vizinhos têm preços mais amigáveis.
 
5. A noite na Lagoa - De bar em bar
O Centrinho da Lagoa da Conceição é povoado de bares fervidíssimos. A casa noturna mais impressionante, porém, fica fora da muvuca: é a Confraria das Artes (rua João Pacheco da Costa, 31, 3232-2298, www.confrariadasartes.com.br. 13h/último cliente, ter. a dom. Cc: todos), uma charmosa mistura de bar, restaurante e danceteria, sem igual no Brasil. 
 
6. O Carnaval - Pra soltar a franga
A ilha tem Sambódromo e desfile, mas o quente mesmo é o Carnaval de rua, com blocos de sujo e bailes públicos. Os gays adoram - e comparecem em peso.
 
7. A renda de bilro - Estive em Floripa e lembrei-me de você
A tradição passa de mãe para filha. Você pode comprar colchas, guardanapos, toalhas e acessórios nas lojinhas espalhadas ao longo da avenida das... Rendeiras, na Lagoa da Conceição.
 
8. Os argentinos - Alquilanse sillas
Os hermanos descobriram a ilha antes de muitos brasileiros, e ajudaram a desenvolver a infra. Pode reparar: onde tem argentino, tem alguém alugando (alquilando) cadeirinhas (sillas) de qualidade.
 
9. A localização estratégica - Pra cima e pra baixo
Quando você não quiser enfrentar engarrafamentos para conhecer outras praias da ilha, pode pegar a BR-101 e explorar o litoral do continente. Bombinhas está a 70 km e Camboriú, a 90; no sul, são 40 km até a Guarda do Embaú e 80 km até a Praia do Rosa. Dá para ir e voltar no mesmo dia também ao Beto Carrero World e à região de colonização alemã do Vale do Itajaí.
 
10. A seqüência de camarão - Gula premiada
Não é propriamente um programa gourmet - mas não há camarólatra que resista à idéia de saborear camarão ao alho e óleo, ao bafo, à milanesa e no molho de peixe, tudo numa mesma refeição. Querendo mais qualidade, opte pela versão com camarões graúdos. Um bom lugar é a Casa do Chico (avenida das Rendeiras, 1620, 3232-5132. 11h30/0h30, ter. a dom. Cc: V).
 

 


Por: Ricardo Freire | Fotos: Ricardo Freire
Matéria publicada na revista Viagem e Turismo Ed. 133b - 01/11/2006




 

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