Viajar no feriado: não sou desses

Existe solução para os paulistanos que não querem perder horas nas estradas durante feriados: ficar em São Paulo e curtir uma cidade praticamente vazia

Vou dizer algo que pode chocar leitores desta revista. Lá vai: eu não gosto de viajar.

Explico melhor. Sim, eu amo tirar férias, que é como eu chamo as viagens de duas ou três semanas com a família, bem longe de casa e muito bem planejadas.

O que eu não suporto são aquelas pequenas viagens de fim de semana ou de feriados prolongados. Se a ideia é ficar parado sete horas numa estrada ou uma hora e meia na fila do táxi no aeroporto, por favor, não me convide.

É nessas ocasiões que eu gosto de fazer papel de turista em São Paulo. Virou clichê dizer que a cidade fica vazia. Na verdade, isso é uma lenda. São Paulo continua cheia.

Só que fica um pouco mais fácil chegar a um lugar e até mesmo aquele restaurante novo só está com 30 minutos de espera. Por isso, se você ainda estiver aí, incrédulo leitor, posso dizer que passear em sua própria cidade requer também um certo planejamento.

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É isso o que faço desde que escrevi o primeiro Os Endereços Curiosos de São Paulo. Hoje o livro soma mil endereços catalogados. Tenho uma pasta em que vou armazenando recortes de todos os lugares que preciso visitar (a pasta, aliás, eu comprei numa loja de bugigangas japonesas na Rua Direita, que virou verbete).

Os recortes e anotações estão divididos por categoria e, dentro da categoria, por região da cidade. Assim, se tenho um compromisso em Santana, dou uma espiada em tudo o que “estou perdendo” na Zona Norte (ah, fica a dica de provar uma sorveteria em estilo mexicano, a Paleteria Los Hermanos).

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Essa minha estratégia só não dá certo quando planejo uma visita a um lugar procurado por turistas que estão na cidade por causa do feriado. No terceiro dia deste ano (ou seja: em plenas férias, burraldo!), eu resolvi visitar o mirante do Prédio do Banespa, no Centro.

Acabei amargando duas horas de espera numa fila cheia de turistas. Poderia ser menos traumático se o banco que toma conta do lugar tivesse um pouco mais de boa vontade.

Pior: depois do esforço, o tempo de permanência lá em cima é de menos de cinco minutos. Em compensação, bem ao pé do mirante, na Praça Antonio Prado, há uma doçaria portuguesa, a Casa Mathilde, que estava bem tranquila nesse dia.

Pedi um Pastel de São Bento e me deliciei com mais uma descoberta paulistana.

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(foto: arquivo pessoal)

Marcelo Duarte vai da Paulista até a Rebouças em dez minutos – só em feriados

Texto publicado na edição 222 da revista Viagem e Turismo (abril/2014)

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