Santuário de Fátima, em Portugal, completa seu centenário em 2017

Em 2017, Fátima comemora o centenário das aparições, e o santuário se prepara para bater todos os recordes de público

Era o dia 13 de maio de 1917 quando três crianças – Lúcia e os irmãos Jacinta e Francisco – disseram ter recebido pela primeira vez a visita de Nossa Senhora em um lugar conhecido como Cova de Iria, 127 quilômetros ao norte de Lisboa.

Ao longo daquele ano, foram seis aparições. Na última, em 13 de outubro, com o anúncio de que ocorreria um milagre, uma multidão se juntou querendo ver para crer.

Um professor da Universidade de Coimbra relatou: “A chuva parou, o céu se abriu, e o sol pareceu soltar-se do firmamento girando sobre si num rodopio louco”.

As três crianças, que ficaram conhecidas como pastorinhos, disseram ter visto naquela ocasião Jesus, Nossa Senhora e São José abençoando a multidão.

Depois daquele ano Fátima nunca mais foi a mesma. E em 2017 o santuário deverá bater todos os recordes de visitantes durante as comemorações do centenário das aparições.

A festa do centenário do Santuário de Fátima

A programação, que inclui concertos, colóquios e peregrinações ao longo do ano inteiro, terá seu ápice no dia 13 de maio com a visita do papa Francisco (a programação completa está no site).

Não há mais vagas para o período nos poucos hotéis da cidade e nos vilarejos vizinhos. O bate e volta desde Lisboa, já muito comum entre os visitantes, é o modo de usar mais recomendado durante as celebrações.

A empresa de ônibus Rede Expressos faz o trajeto em 1 hora e meia desde a capital. Considere também dormir em Coimbra, que está a 85 quilômetros de Fátima.

O santuário é composto de uma grande esplanada com o dobro do tamanho da Praça do Vaticano e está delimitado por duas grandes basílicas.

Mas o lugar onde ocorrem as maiores manifestações de fé é na pequena Capelinha das Aparições, onde Nossa Senhora teria surgido cinco vezes para os pastorinhos junto a uma azinheira, árvore comum na região.

Próxima à Capelinha, a Basílica Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em estilo neobarroco, reabriu em fevereiro deste ano após um ano e meio de reformas, o que fez duplicar sua capacidade.

Na outra extremidade, a monumental Basílica da Santíssima Trindade, com a porta de bronze de 8 metros de altura que antecede o salão principal, pode abrigar até 8 633 pessoas sentadas durante as celebrações. O estilo modernista e o formato circular impressionam. Na face dianteira do altar existe um fragmento de mármore do túmulo do apóstolo Pedro.

Os dias 12 e 13 entre os meses de maio e outubro costumam, como se diz por lá, “rebentar pelas costuras” de tanta gente. São também as datas que concentram as celebrações mais comoventes, principalmente a Procissão das Velas, na noite do dia 12, e a do Adeus, no dia 13 pela manhã.

Um pulo à aldeia de Aljustrel, a 3 quilômetros do santuário, é a chance de visitar as casas humildes onde nasceram e viveram os pequenos pastorinhos. Se você não quiser peregrinar, um trenzinho sai do santuário e vai até lá.

Mas nunca é demais lembrar que estamos em Portugal e até o mais devoto dos fiéis professa sua fé diante de um prato de bacalhau. Nesse quesito, os restaurantes Tia Alice, O Crispim e Lanterna do Fado conseguem fazer até mesmo ateus comerem de joelhos.

Ana Maria Braga conta como foi visitar Fátima

“Fui a Fátima pela primeira vez logo que terminei meu tratamento contra o câncer. Desci de joelhos a esplanada do santuário para agradecer pela cura e toda a força que Nossa Senhora me deu durante o tratamento. Estabeleci uma relação de muita crença e fé com o lugar e por isso volto anualmente; estive lá mais de dez vezes. Meus lugares favoritos são as Basílicas, a Capelinha das Aparições e a Capela do Silêncio.”

– Ana Maria Braga, apresentadora

Texto publicado na edição 254 da revista Viagem e Turismo (dezembro/2016)

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