Este resort de luxo no México permite sexo na jacuzzi ao ar livre

Um resort no México reúne casais em busca de aventura, fantasia e emoção – bem longe dos filhos; aqui, o melhor é relaxar e curtir o sexo na enorme banheira

Fui escalado para fazer uma reportagem no Desire Pearl, um resort de luxo na Riviera Maia, no México. Tudo era de primeira. O atendimento, a comida, as instalações, a localização, os quartos… E, apesar de ser all-inclusive, o resort não tinha nada de farofada. Os hóspedes eram poucos e, em geral, muito discretos. Em geral.

O, digamos, diferencial estava no fato de que no Desire Pearl é permitido andar nu e, como se isso não fosse o bastante, é um resort que incentiva a prática sexual entre os visitantes. Sim, era um hotel de luxo para praticantes de swing. Por isso, só é permitido fazer check-in se você estiver em casal. E eu estava lá sozinho. E de bermuda.

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Fiquei hospedado durante quatro dias e passei dois deles só me constrangendo e me sentindo persona non grata. A reação dos hóspedes, quando viam um homem sozinho e vestido, era, das duas, uma: indiferença ou incômodo.

Mas nem tudo estava perdido. A entrada do bloco que dava acesso ao meu quarto era de frente para a jacuzzi, o único espaço ao ar livre do hotel no qual é permitido consumar o ato.

Trata-se de um espelho-d’água com quatro nichos redondos que formam jacuzzis menores e um espaço bem maior, de frente para um bar molhado, que, de tão efervescente, faria o deus Baco descer do Olimpo para abençoar a desinibição.

Ali eu vi todas as modalidades sexuais praticadas livre e impunemente. Mas ainda não tinha um depoimento para minha reportagem. Conversando com um dos simpáticos barmen, recebi a grande dica: “Si no te desnudas, no verás nada“.

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No dia seguinte, depois de alguns shots de tequila, tive coragem para perambular como vim ao mundo. Foi, de fato, a chave para o sucesso. Dois casais vieram conversar e me convidaram para, adivinhem?, a jacuzzi. Entrei lá, e a… cof, cof… atividade estava bastante intensa.

O suficiente para traçar um perfil de quem vai a um resort como esse: casais de 30 a 60 anos, bem de vida, com filhos e que querem quebrar a rotina. Ficou pensando no que seus pais realmente fazem quando dizem que vão àquela pousada na serra? Pois é, eu também.

Juliano Coelho tem achado as outras festas quase contos da carochinha (foto: arquivo pessoal)

Juliano Coelho tem achado as outras festas quase contos da carochinha

Texto publicado na edição 226 da revista Viagem e Turismo (agosto/2014)

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