Cocô é arte: fazendeiro italiano inaugura o Museu da Merda perto de Milão

O Museo della Merda é a nova atração de Castelbosco, a cerca de 100 km de Milão

É, no mínimo, inusitado: um museu que fala sobre o valores artístico e ecológico do cocô. Inaugurado nesta segunda-feira (27), o Museo de la Merda, instalado nas dependências de um antigo castelo de uma fazenda em Castelbosco, na Itália, aborda as inúmeras utilidades do esterco. A ideia foi do empreendedor italiano Giantonino Lucatelli, que queria dar uso às cem toneladas de esterco produzidas por ano pelas suas 2.500 vacas produtoras de queijo Grana Padano. 

A ideia de recuperar todos os recursos utilizados na pecuária é o foco do projeto, que utiliza os excrementos para a produção de energia dentro da instalação. O sistema de calefação também fica por conta do esterco – uma das etapas da produção de biogás a partir da matéria orgânica libera calor, facilitando assim a sua utilização.

Além do lado ecológico, o Museo della Merda também exibe fotografias, pinturas e ilustrações que refletem sobre a natureza, a antropologia, a ecologia e a arte. Muitas das obras também têm os excrementos como principal elemento, como as obras de Roberto Coda Zabetta, que utilizou uma mistura de esterco, pigmentos e resina para a elaboração das suas pinturas.

O museu também fala sobre o uso medicinal do esterco ao longo da história, combinado com plantas e utilizado para curar doenças, e também como material de construção – o museu exibe tijolos de grande capacidade de isolamento produzidos a partir dos excrementos das vacas. As peças de alvenaria são feitas combinando recursos naturais, tecnologia e inovação.

Localizado entre as cidades de Milão e Parma, o endereço do Museo de la Merda é Frazione Campremoldo Sopra – Loc. Castelbosco – 29010 Gragnano Trebbiense (PC). Para agendar uma visita, entre em contato via e-mail: info@museodellamerda.org.

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