As 8 cachoeiras mais bonitas do Brasil

Operação descarrego: uma seleção de cachoeiras pra tomar uma ducha energizante, nadar no poço ou ficar só de bobeira, admirando o conjunto da obra.

1. Cachoeira da Fumaça

(Renata Mello/TYBA/Divulgação)

Chapada Diamantina (BA)

Saindo do Vale do Capão, são quilômetros de trilha até alcançar os 340 metros da Cachoeira da Fumaça, a segunda mais alta do Brasil. Os 45 minutos iniciais são uma subida inclemente pela Serra do Sincorá, sem caminho definido.

A partir do alto da serra, tranquilidade total: 1h15 de trilha plana, e a visão daquele enorme fiozinho d’água despencando faz esquecer o cansaço. Sensacional é fazer o trekking de três dias que sai de Lençóis e chega à parte baixa da cachoeira. Caminha-se, em média, 12 quilômetros por dia, passando por leitos de rio, tomando banho em cachoeiras menores e pernoitando em grutas.

Como chegar – Fica no Vale do Capão, a 72 km de Lençóis. Guias cobram R$ 200 (grupo de até 4 pessoas) para conhecer a parte de cima da cachoeira e R$ 1 050, por pessoa, para fazer o trekking de três dias, incluindo transporte, alimentação e equipamentos de camping.

 

2. Cachoeira Boca da Onça

(Opção Brasil/Divulgação)

Bonito/Bodoquena (MS)

Em meio à mata nativa surge uma trilha bem sombreada de 4 quilômetros, no princípio sem grandes obstáculos. Até alcançar a Boca da Onça (157 metros), o caminho passa por mais dez quedas, três delas com banho permitido. Ao lado, o imponente Cânion do Salobra.

As águas dos rios são cristalinas. Mais um pouquinho de caminhada, e a Boca da Onça se descortinará na sua frente. Mas ainda resta uma escadaria com 886 degraus até o alto, em que se abre a espetacular vista de todo o caminho percorrido. Dá para chegar também por cima, numa caminhada de duas horas até o mirante.

Como chegar – Distante 60 km de Bonito, deve-se pegar a MS-178 para Bodoquena, entrando em uma estrada de terra de 10 km pouco antes da cidade. Ingressos: desde R$ 202 (almoço incluso) e R$ 262 (com almoço e traslado a partir de Bonito).

3. Cachoeira do tabuleiro

(André Dib/Divulgação)

Conceição do Mato Dentro (MG)

Amarre bem a bota, coloque a mochila nas costas e bora caminhar em meio a orquídeas e sempre-vivas no Parque Estadual da Serra do Intendente. Três trilhas compõem o programa – crianças e sedentários podem caminhar por 20 sossegados minutos até o mirante e contemplar os 273 metros da cachoeira em toda a sua plenitude.

Daí pra frente, só graduados. Após o mirante, sai a trilha até o poço da queda. Começa ziguezagueando por uma pirambeira considerável (cuidado com a vertigem) até chegar ao leito do rio. Depois, caminha-se pelas rochas que o ladeiam por duas horas até o fim da jornada.

Como chegar – De Conceição ao distrito de Tabuleiro, são 22 km de estrada de terra, que, quando chove, fica bem embaçada. Ainda tem um ladeirão até a portaria do Parque Estadual da Serra do Intendente. Ingresso: R$ 10.

 

4. Cachoeira do Segredo

(Karlheinz Weichert/TYBA/Divulgação)

Chapada dos Veadeiros (GO)

A caminhada não é fácil: são 8 quilômetros, sem nenhuma grande elevação, para alcançar a queda. Em compensação, atravessa-se 14 vezes os rios Segredo e São Miguel. Parte da trilha é feita em mata fechada e macacos costumam aparecer pelo caminho.

No meio do percurso, um providencial pit stop em uma prainha com uma deliciosa piscina natural. Dali, em geral, são necessárias três horas entre a portaria e a Cachoeira do Segredo, de 115 metros. Pouco sombreado, seu poço é bem gelado, além de profundo. A volta pode ser feita pelo mesmo trajeto, mas guias locais cortam caminho (dependendo da altura das águas), economizando uma hora de caminhada.

Como chegar – Saindo da Vila de São Jorge, sede do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, dirige-se 12 km de estrada de terra até a Fazenda Segredo. Ingresso: R$ 25 (com guia) ou R$ 35 (sem guia).

 

5. Cachoeira da Farofa

(Andre Dib/Pulsar/Divulgação)

Serra do Cipó (MG)

É uma das quedas mais acessíveis dentro do Parque Nacional da Serra do Cipó daí o nome, que (sim) se refere ao alto número de visitantes. Caminhando ou pedalando, eles deixam a portaria do parque e partem para o percurso relativamente tranquilo de 8 quilômetros até o paredão onde está a cachoeira.

Bem sinalizado, dispensa guias. O trecho plano termina no leito do rio. Mas pode ficar tranquilo: até a cachoeira, são apenas 50 metros por pedras um pouco escorregadias. Formada por sete pequenas quedas, a Farofa tem um poço bem gelado.

Como chegar – Do centrinho da Serra do Cipó até a portaria do parque são apenas 5,5 km – 3,5 km em uma estradinha de terra sacolejante. Ingresso: grátis. Em frente à portaria do parque, alugam-se bikes (R$ 25).

 

6. Vale do Alcantilado

(Ligia Skow/Divulgação)

Visconde de Mauá (RJ/MG)

O complexo do Vale do Alcantilado é formado por nove cachoeiras algumas, na verdade, são poços. A maior queda, com 50 metros, é justamente a derradeira. Bem sinalizada, a trilha de 1,5 quilômetro dispensa guia. As quedas e os poços vão surgindo a cada cinco minutos. Entre a quinta e a sexta, o mirante da Candeia tem a melhor panorâmica para fotos.

Em uma hora de caminhada, finalmente o encontro com a principal cachoeira. Sem direito a banho, aqui apenas se admira os fios brancos caindo pela rocha. Depois de uma atividade intensa, antes de atravessar a portaria, é difícil resistir aos grandes pastéis da Vilma (sábados, domingos e feriados) ou ao caldinho de feijão da Lúcia, nas duas lanchonetes do complexo.

Como chegar – Entre a Vila de Maringá, onde há a maior concentração de pousadas, e o Alcantilado, são 7 km – apenas 2,5 km asfaltados. Em dias de chuva, há um trecho bem perigoso no meio do caminho. Ingresso: R$ 16.

 

7. Cachoeira do Cassorova e dos Quatis

(Thomaz Vita Neto, Pulsar/Divulgação)

Brotas (SP)

O Ecoparque Cassorova abriga duas das cachoeiras mais altas e famosas da região. A primeira é a Cassorova, que, apesar de perto da sede, exige disposição para vencer uma trilha íngreme. Em dez minutos, você alcança a ponte, de onde se vê a volumosa queda em duas partes, dentro de um cânion, totalizando 60 metros.

A outra é a Cachoeira dos Quatis, um pouco menor (46 metros), mas mais fechada em um cânion. Em 45 minutos, você estará de frente para ela. A trilha começa em um campo aberto, sem sombras. Sem um bom poço para banho, só a vista da cachoeira em meio à mata faz valer o esforço.

Como chegar – A distância a partir de Brotas é de 28 km, sendo 23 km de asfalto até o bairro do Patrimônio de São Sebastião da Serra e 5 km de terra por estradas bem sinalizadas. Ingresso: R$ 50 no Ecoparque Cassorova.

 

8. Trilha das sete cachoeiras

(Ana Paula Hirama/Flickr)

São Luiz do Paraitinga (SP)

Todo sábado e domingo, às 9 horas, aventureiros deixam o Refúgio das Sete Cachoeiras, no distrito de Catuçaba, e se embrenham mato adentro para conhecer as sete cachoeiras da propriedade. Saindo de uma altitude de 600 metros, chegarão até 1 450 metros, em uma trilha circular de 7 quilômetros. Condicionamento físico é fundamental.

A primeira queda está quase ao lado da sede, mas o bicho pega é depois, com as subidas íngremes (cordas ajudam no deslocamento). Por vezes, é preciso atravessar o leito do rio a pé. Porém, com calma, uma a uma, as cachoeiras vão surgindo duas delas com ótimo poço para banho. Ao final do passeio, um almoço caseiro feito em fogão a lenha fecha a aventura.

Como chegar – O distrito está a 19 km de São Luiz do Paraitinga. Dali até o Refúgio, são mais 2 km em estrada de terra. Ingresso: R$ 120, com almoço e lanche de trilha. O passeio deve ser agendado (12/3671-6201).

 

Texto publicado na edição 256 da revista Viagem e Turismo (fevereiro/2017)

 

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