Adeus, agonia

Site ajuda você a escolher os voos mais curtos já que o teletransporte ainda não é realidade

Em 1937, um jovem inglês, então com 20 anos de idade, conseguiu realizar o sonho de publicar seu primeiro conto na revista Amateur Science Stories. Intitulado Travel by Wire, contava a história de uma empresa de viagens que transportava pessoas de um lugar para outro instantaneamente. A idéia, depois copiada à exaustão em obras de ficção científica, ganhou no seriado televisivo Jornada nas Estrelas sua versão mais popular.

O teletransporte é a fantasia de qualquer viajante. Quem, tentando descansar nas desconfortáveis cadeiras de um aeroporto qualquer, nunca sonhou com uma invenção desse tipo? O jovem inglês que imaginou essa maravilha eventualmente se transformaria em um dos maiores escritores de ficção científica de todos os tempos, Arthur C. Clarke.

Mas, ao contrário de outras idéias do escritor que acabaram se materializando, como é o caso dos satélites de comunicação, o teletransporte, uma pena, continua no reino da fantasia.

A agonia das escalas infindáveis, das noites mal-dormidas em poltronas cada vez menores e dos fusos horários que agridem nosso metabolismo até agora nem era contabilizada no preço das passagens aéreas. Mas uma nova ferramenta, que responde pelo nome de Hipmunk (www.hipmunk.com), chegou para ajudar. Com uma interface extremamente limpa e agradável, mostra todos os vôos disponíveis entre dois destinos em um gráfico, classificados em preço, duração, horário de partida e de chegada, número de escalas e nível de “agonia”.

Essa agonia nada mais é do que uma combinação entre quantidade de escalas, tarifa e número de horas que você vai encarar na cabine do avião até chegar ao destino. Além de também permitir a reserva de hotéis, o Hipmunk destaca-se entre concorrentes mais famosos, como expedia, Kayak, Hotels.com, por ser muito simples de usar e fácil de entender. Comparado com eles, sua interface simplifica as escolhas de maneira similar ao que o google fez com o Yahoo nas buscas na internet. Ainda não temos teletransporte. Mas ao menos já podemos escolher com consciência entre preço e sofrimento na hora de voar.

RICARDO ANDERÁOS é autor do blog www.hiperconectado.com.br. enquanto não inventam o teletransporte, ele vai procurando por voos mais curtos

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Outubro de 2011 – Edição 192

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