7 (bons) motivos para ir a Foz

Foz do Iguaçu: as cataratas sozinhas já são uma maravilha mundial, mas tem também pássaros, esportes radicais, jogo, arco-íris à noite - e muamba

1. As ditas-cujas

Primeiro, para aqueles a quem Nelson Rodrigues chamava de “idiotas da objetividade”, os dados objetivos: as Cataratas do Iguaçu são o maior conjunto de quedas-d’água do mundo em volume. São de 150 a 270 cachoeiras ao longo de quase 3 quilômetros. Niágara não tem a metade da extensão das quedas brasileiras. Isso pode dar uma ideia, mas não traduz o que significa ver aquilo. O barulho, a velocidade, tudo é avassalador. No Parque Nacional do Iguaçu, em Foz, passarelas e mirantes estão próximos da Garganta do Diabo, o maior salto, de 85 metros de altura. É do Brasil a melhor vista de conjunto das quedas, mas é no Parque Iguazú, em Puerto Iguazú, no lado argentino, que você “entra” de verdade na tal garganta. É preciso percorrer uma passarela de metal de 1,1 quilômetro. As nuvens que sobem de toda aquela água caindo não deixam ver o lado brasileiro.

2. Os pássaros

“Atirei o pau no gato-to/Mas o gato-to/Não morreu-reu-reu…”, cantava o papagaio Lulu em sua primeira semana de liberdade após ser resgatado pelo Ibama. Lulu parecia à vontade com suas companheiras de viveiro, um grupo de araras que voavam sobre a cabeça dos turistas que visitavam o Parque das Aves. Estão ali mais de 100 espécies, algumas ameaçadas de extinção, como o papagaio-de-cara-roxa e a jacutinga. E há muitos pássaros estrangeiros também, como flamingos africanos, grous asiáticos e lóris australianos. Cem funcionários cuidam desse batalhão animal. O lugar está na saída do parque nacional, mas não deixe nenhum eventual cansaço privá-lo da visita. A fluminense Lucianita Médici jamais faria isso. “É a sexta vez que venho, mas é a primeira que trago meus netos, que ficaram encantados”, disse à VT.

3. As compras

Se o último “produto” digno de nota que cruzou a fronteira Paraguai-Brasil foi Larissa Riquelme, saiba que no sentido inverso os sacoleiros brasileiros continuam firmes e fortes no vir e vir de muambas pela Ponte da Amizade. “Onze em cada dez brasileiros em Foz ainda vão às lojas de Ciudad del Este”, me disse Teresinha Pimentel, a guia que acompanhou meu grupo numa manhã de compras no Paraguai. Atravessar a fronteira, contudo, não é programa de mulherzinha. Ali fui agarrada pelo braço e ouvi cantadas chulas. Não perca tempo circulando e vá direto ao que vale a pena: o Shopping del Este (na loja Macedônia, o videogame X-Box sai por US$ 400); a Galeria Monalisa (perfume Polo por US$ 53); e o Shopping Americana (iPhone desbloqueado por US$ 950). Para bebidas e perfumes, prefira o tranquilo duty-free de Puerto Iguazú, na Argentina.

4. Os esportes radicais

Pendurada por uma corda e amarrada a uma plataforma, eu contemplava as cataratas de uma posição diferente. O chão estava 55 metros abaixo dos meus pés. Eu balançava de leve como um pêndulo e ia soltando a corda aos poucos, às vezes aos solavancos. Era a primeira vez na vida em que eu fazia rapel e acho que a escolha do lugar foi certeira. “No Cânion Iguaçu, dentro do parque nacional, os esportes radicais são realizados por operadoras bastante confiáveis”, diz Jean-Claude Razel, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura. Lá embaixo estavam os companheiros de rafting que me esperavam para encarar o Rio Iguaçu. A água gelada combinada com o calor de mais de 30°C convidava a um mergulho, que não demorou a acontecer. Foi delicioso! Outro banho bem-vindo, mas dessa vez involuntário, foi durante o passeio do Macuco Safári, o mais famoso de Foz, em que um barco a motor leva grupos a bem perto das quedas. O parque argentino tem um passeio análogo ao Macuco que é ainda mais emocionante – e um pouco mais barato -, o Gran Aventura.

5. A mesa verde

Na Tríplice Fronteira, há cassinos em Ciudad del Este, no Paraguai, e em Puerto Iguazú, na Argentina. Mas, a não ser que você exiba uma arma – ou uma boa pilha de cédulas – ao taxista, não conseguirá chegar ao Paraguai, cujo cassino é desaconselhado há décadas. Sobra o Iguazú, bem ao lado da aduana argentina, que paga o traslado do seu hotel em Foz para vê-lo jogar ali. No primeiro salão estão os 200 caça-níqueis, sempre dominados por mulheres. Logo em seguida vem a área mais pesada, com dez roletas tradicionais e 34 mesas de cartas e dados. As salas VIP são exclusivas dos assíduos ou endinheirados. Quem vai de transporte gratuito pode ficar das 20 às 22 horas ou das 22 à 1 da madrugada. O cassino tem um restaurante, dois bares e lá é permitido fumar. No site www.casinoiguazu.com também é possível fazer apostas.

6. O arco-íris

“Aqui é um dos raríssimos lugares no mundo onde é possível ver um arco-íris em noites de lua cheia”, contou Anderson Moraes, guia do Hotel das Cataratas, a única hospedagem localizada dentro do Parque Nacional Iguaçu. Somente os hóspedes que desembolsam pelo menos R$ 460 por uma diária é que podem curtir o fenômeno, que ocorre por causa do encontro da luz lunar com os respingos intermináveis das quedas-d’água. Nessa mesma época no parque dos hermanos os passeios para ver a lua são abertos a todos. Em abril, as noites “da sorte” são de 15 a 19. Mas se o céu estiver encoberto, nada de arco-íris. A lua precisa estar brilhando. Aproveite a visita a Puerto Iguazú para passar pelos restaurantes El Quincho del Tio Querido e La Rueda, que servem grandes carnes. Ou pelo Aqva, menção honrosa por seus pescados.

7. As barbadas

O casal de professores Maeve e Mauro Godói gastou apenas R$ 29,90 por trecho do voo Curitiba-Foz-Curitiba. “Ainda pagamos caro. Minha filha conseguiu comprar a passagem por R$ 9,90”, diz Mauro. A promoção que levou a família Godói às cataratas foi realizada pela Webjet, mas as barbadas para lá não são exclusividade da companhia. A Azul também começou a voar para Foz neste ano, com preços desde R$ 99. Aproveitando a onda, a Gol também fará uma promoção no aniversário de Foz do Iguaçu, em 10 de junho, na qual o trecho de ida será gratuito para embarques em datas próximas à comemoração. Parte dessas promoções é fruto do aumento no número de frequências aéreas. Hoje elas são 180 por semana. O taxista Armando Wandsheer percebeu o movimento. “Antes eram dez ou 15 voos por dia. Hoje chegam a 25.”

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