O homem que não estava lá

Comprar o pacote foi rápido e fácil. Pagar também. Difícil mesmo foi, depois, encontrar o vendedor na agência

"Minha mulher comprou um pacote da agência Solemar, que, em comemoração a seus 20 anos, realizava uma promoção: mediante um pagamento de 1340 reais, adquiria-se o direito de se tornar sócio remido da "rede" Solemar, hospedando-se em qualquer um de seus hotéis (hotéis-fazendas, em sua maioria), mediante uma taxa simbólica. Nos disseram também que havia uma lista de lugares não-conveniados nos quais teríamos 40% de desconto. A lista seria enviada em breve - o que não aconteceu. Tenho dúvidas sobre a seriedade da empresa. Eles pareceram pequenos e desorganizados. As cotações recebidas demoraram muito a chegar e o pessoal não demonstrou o necessário conhecimento sobre o produto, algo fundamental para uma agência."
Jan Claudius Knizek, São Paulo, SP

Jan tinha razão em ficar preocupado. Afinal, após adquirir um pacote (que foi pago com vários cheques pré-datados), ele esperava ter um bom pós-venda por parte da operadora. O problema com a empresa citada é que o atendimento, definitivamente, não inspira muita confiança. Ligamos para lá várias vezes para conseguir uma resposta para o caso. Num dos telefonemas, quando procurávamos o vendedor indicado pelo leitor Jan Claudius, a atendente nos informou que ele estaria de folga naquele dia. Após explicarmos que se tratava de um caso da seção Férias Frustradas, o mesmo vendedor repentinamente apareceu. A lista com a relação dos hotéis que ofereciam 40% de desconto, e que não havia sido mandada para o cliente em um mês, nos foi enviada em cinco minutos. Em seguida, ela chegou até as mãos de Jan. A favor da Solemar pode-se dizer que houve presteza em responder à nossa solicitação, o que não ocorre com muitas companhias que simplesmente ignoram os contatos desta coluna - o que dirá, então, de seus clientes. Caso Jan Claudius não se sinta seguro em sua negociação com a Solemar, ele tem todo o respaldo do Código de Defesa do Consumidor para desfazê-la. Quanto aos descontos prometidos pela tal lista, ponto para a Solemar: eles de fato existem.

A regra é clara

Comprei um pacote, mas não era o que foi prometido. Posso pedir meu dinheiro de volta?
Ana Maria Lima, São Paulo, SP
É muito difícil ter o dinheiro de volta depois de realizada uma viagem. Mas, segundo o Código de Defesa do Consumidor, o que foi anunciando deve ser rigorosamente cumprido, e deve haver reparação por prejuízos e danos decorrentes de serviços contratados que sejam inadequados ou que estejam em desacordo com a oferta. Assim, se o hotel é inferior ao contratado, por exemplo, pode-se pedir que seja feito um cálculo para devolução da diferença de valores entre o hotel em que se ficou hospedado e o padrão oferecido. Não se esqueça de que o prazo para reclamar é de até 30 dias após o término da viagem.

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