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Bagagem
a peso de ouro
As
malas foram danificadas e o passageiro não recebeu
nem sequer um pedido de desculpas - Edição
91 - Maio de 2003
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"Viajei com minha família para Berlim pela British
Airways em um vôo com escalas em São Paulo e Londres.
Despachamos quatro malas, mas uma delas não chegou
a seu destino. A reclamação foi feita no aeroporto
de Berlim. Deixamos a chave da mala com um funcionário
da British. Vinte e quatro horas depois, ela foi
entregue no local em que estávamos hospedados.
A chave não fora usada e a mala estava toda descosturada
e com os pertences remexidos. Minha esposa perdeu
preciosos momentos da viagem comprando agulhas
e linhas reforçadas para costurar a mala. Durante
o retorno, no dia 8 de agosto, o vôo de Paris
a Londres saiu com atraso e, segundo a British,
por essa razão, nenhuma das quatro malas chegou
conosco ao Brasil. Novamente fiz a reclamação,
agora no aeroporto de Guarulhos, e novamente deixei
a chave com um funcionário. Dois dias depois,
recebi as bagagens em minha casa e, de novo, as
chaves não haviam sido usadas, pois costuras e
zíperes estavam danificados. Por duas semanas
solicitei a devolução das chaves e o telefone
da administração da British. Os funcionários,
porém, alegavam desconhecer o telefone da direção.
Com o auxílio de outras companhias de aviação,
cheguei aos telefones da administração central,
à qual encaminhei um fax. Foi lamentável o desfecho.
Não recebemos nenhum pedido de desculpas, nem
as chaves nem tampouco indenização cabível em
situações de extravio, como prevê a Convenção
de Varsóvia."
Sérgio Becker, Porto Alegre, RS
A
empresa tem obrigação de reembolsar o consumidor
pelo conserto das malas
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