Mato Grosso

Site: http://www.mt.gov.br

Capital: Cuiabá

População: 2.498.150 hab

A Copa do Mundo de 2014 mexeu com os brios dos mato-grossenses, que viram sua capital, Cuiabá, ser escalada como uma das sedes do evento. O assunto é polêmico, como tudo que envolve futebol neste país, mas o fato é que se criou no estado a expectativa de seduzir os visitantes torcedores com seus tesouros do ecoturismo: o Pantanal e a Chapada dos Guimarães. No início do século 18, foi o brilho das jazidas de ouro recém-descobertas que acelerou o crescimento populacional de Cuiabá. Hoje a cidade tem 786 mil habitantes e recebe seus visitantes, muitos interessados em agronegócio –  Mato Grosso vive batendo recordes de produção de soja, algodão e milho –, com hotéis cada vez melhores e bons restaurantes.

A apenas 64 quilômetros de Cuiabá, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães é um território de paredões de arenito em tons de vermelho e laranja, formações rochosas gigantescas, cachoeiras, cavernas, mirantes e cânions. A localização, no centro geodésico da América do Sul, dá margem a teorias sobre a energia mágica dos desfiladeiros, mas nem é preciso ser místico para se deixar envolver pela paisagem exótica do Cerrado. Deve ser sim uma energia especial que impulsiona os visitantes a fazer caminhadas de seis horas, ida e volta, até atingir o topo do Morro de São Jerônimo e sua fantástica vista. Ou levar o mesmo tempo para completar o Circuito das Cachoeiras, sentindo o sol forte na pele, com a promessa de banhos nas piscinas naturais e quedas d’água pelo caminho. O turismo de aventura em Mato Grosso conta com outro ponto alto em Jaciara, a 160 quilômetros da Chapada, na calha do Rio São Lourenço, onde se reúnem os fãs de rafting e rapel, praticados no Rio Tenente Amaral e na Cachoeira da Fumaça. Com uma hidrografia privilegiada, o estado tem em Nobres, ao norte de Cuiabá, sua porção de águas cristalinas em aquários naturais perfeitos para flutuação: os rios Salobra e Triste.

Por terra, os 150 quilômetros da Rodovia Transpantaneira viraram atração do Pantanal Norte. Quando foi idealizado, o traçado previa a ligação entre Poconé e Corumbá, já no Mato Grosso do Sul, mas parou mesmo em Porto Jofre, à beira do Rio Cuiabá. Em época de chuva, trafegar por essa estrada de cascalho e terra, com mais de 100 pontes de madeira, pode ser uma aventura que desafia até parrudos veículos 4×4. Mas entre abril e setembro, na seca, é certeza de encontrar capivaras, tamanduás, jacarés e revoadas de tuiuiús. O Pantanal, a maior planície alagada do planeta, dá lugar também a safáris em jipes que percorrem estradinhas e trilhas pelas fazendas para observação de sua fauna diversificada (a estrela mais esperada para os cliques é a onça-pintada). E, de abril a outubro, grupos de pescadores passam dias e noites a bordo de barcos na captura de pintados, pacus, dourados, piraputangas, entre as mais de 250 espécies de peixe que vivem no labirinto de rios do estado.

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