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Quem é de Pelotas já nasce tendo que se explicar. Porque essa fama de... A história é a seguinte: a cidade nasceu com o charque e enriqueceu com ele. Em seus edifícios históricos e casarios coloniais, tudo lembra os tempos faustosos em que a elite gaúcha estava, literalmente, por cima da carne-seca. Tanto que era comum aos abonados, nos anos de ouro, mandar os filhos para estudar na Europa. Quando estes retornavam ao seu berço rude, já devidamente burilados pela finesse do Velho Mundo, eram vistos pelos seus conterrâneos como muito "sensíveis", digamos. Você pode agendar um tour bem original com o Grupo Pelotense de Guias de Turismo, em que atores, interpretando personagens históricas, vão surgindo no passeio conforme o local visitado.
Na Charqueada São João, construída em 1810 à beira do Arroio Pelotas, dá para imaginar como era a vida da nobreza local no século 19, além de conhecer o quarto em que se hospedou o naturalista francês Auguste Saint Hilaire, em 1820. A vizinha Charqueada Santa Rita virou uma pousada chiquérrima. Ambas serviram como locações para a minissérie A Casa das Sete Mulheres, exibida na televisão. Isso tudo é o lado histórico de Pelotas, mais curioso para os visitantes do que para os locais. Se quiser encontrar a juventude em festa e os mais velhos de cuia na mão sentados na calçada, o lugar é a Enseada do Laranjal, à beira da Lagoa dos Patos. Fica a 12 quilômetros do centro e faz às vezes de praia, de água salobra e pouca profundidade. É perfeita para esportes náuticos - mesmo no inverno mais gelado, há adeptos de windsurfe e kitesurfe velejando. Ao longo da orla, um calçadão com bares, restaurantes e lojas. Mais sobre Pelotas em Viagem e Turismo
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