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Parece casa de vó no interior. Você vai sabendo que não encontrará muito agito nem novidade. Só aquele clima acolhedor, comida boa e muitos cuidados. Um pequeno hotel, meio feião por fora, perdido no meio da Cordilheira dos Andes chilena. Para qualquer lado que se olhe, a paisagem é totalmente selvagem: montanhas muito pontudas, encostas assustadoramente íngremes. No meio delas, uma lagoa linda, a Laguna del Inca, que congela em muitos invernos. Melhor, porque assim os esquiadores que despencam pelas pistas ao redor podem fincar bastões também na neve de 1 metro que se acumula sobre ela. Em Portillo, eles são vistos por toda parte, e sempre voando. No hotel, entram de botas de esqui mesmo e se esparramam nos sofás do único living, na frente da lareira.
O hotel foi inaugurado em 1949, mas há registro de gente esquiando por ali desde 1887. Ainda hoje, quem vai para lá é para esquiar. Uma das pistas, a Roca Jack, palco de um recorde mundial de velocidade (217 quilômetros por hora), é a queridinha das equipes italianas e austríacas que treinam no Hemisfério Sul durante o verão europeu. Mais sobre Portillo em Viagem e Turismo
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Como chegar |
Portillo fica ao norte de Santiago; Termas de Chillán, ao sul. E, embora Portillo esteja mais próxima (164 km) da capital, é mais fácil chegar a Chillán, assistida por dois aeroportos, o de Chillán, a 82 km, e o de Concepción, a 145 km. Na Lan, voar de São Paulo para qualquer um deles sai desde US$ 654. Outra opção é voar a Santiago e fazer o percurso de trem (4h30, US$ 22). TAM e Lufthansa têm as melhores tarifas: desde US$ 562 e US$ 565, respectivamente. Na Varig e na Lan, sai desde US$ 583. Da capital para Portillo, há ônibus (US$ 90, ida e volta, só aos sábados). Um carro para até três pessoas sai a US$ 280 (ida e volta). Na Portillo Tours & Travel (263-0606). Consulte seu agente de viagens.
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