O nome é tupi-guarani, mas de indígena a arquitetura não tem nada. Previsto para abril de 2007, o Warapuru é um dos empreendimentos hoteleiros mais ambiciosos em construção no país. Ele ficará na Praia da Engenhoca, a cerca de 12 quilômetros do centro de Itacaré. O projeto arquitetônico, assinado pela designer neozelandesa Anouska Hempel, busca sintonizar linhas arrojadas à Mata Atlântica copiosa que circunda a construção. Os hóspedes ficarão em 40 bangalôs de 160 a 330 metros quadrados com piscina privativa. A diária deve custar 600 dólares. Há ainda villas com até seis suítes e 1 500 metros quadrados, que, muito longe da sua conclusão, já foram todas vendidas. O empreendimento, orçado em 80 milhões de reais, é do empresário português João Vaz Guedes, do grupo Somague. A idéia é criar um resort de serviço "seis-estrelas" - um padrão inédito no Brasil. O Warapuru promete uma média de sete funcionários por hóspede, incluindo um mordomo exclusivo para cada bangalô.
Com suas praias ótimas para surfe e Mata Atlântica, Itacaré lembra mais o litoral recortado de Ubatuba do que as praias do Nordeste. A Engenhoca ainda tem uma linda cachoeira, um rio que deságua em seu canto direito e acesso a outra praia notável, Havaizinho. Natural, assim, que a construção assuste os locais. O Warapuru contratou um ambientalista e as obras são inspecionadas por representantes do Ibama, da Secretaria de Meio Ambiente do Estado da Bahia e de ONGs.
Enquanto isso, o pioneiro Txai (73/3634-6936, www.txai.com.br), resort de praia campeão no quesito "localização" no Prêmio Viagem, inaugurou uma ala com 14 novos bangalôs, maiores e mais luxuosos que os 16 antigos. Mas impressionam mesmo as novas piscinas. A maior, de dimensões olímpicas, tem três raias. A outra, um quadrado de 13 metros à sombra de coqueiros, é perfeita para não fazer nada - uma lei no Txai.
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