Cairo

Site: http://www.touregypt.net

População: 10.090.000 hab

Fuso horário: +5h (horário de Brasília)

Distância de outras cidades: Alexandria 222 km, Luxor 655 km, Aswan 866 km, Hurghada 457 km, Sharm-El-Sheik 575 km

Pense numa cidade com trânsito caótico, muita poluição, barulho e poeira. Isso não parece um destino turístico que atrai milhares de visitantes e não seria se não fosse o Cairo. A dinâmica e movimentada capital do Egito, maior cidade do continente africano, assusta àqueles que percebem que mal há faróis nos cruzamentos, poucas coisas possuem etiqueta de preço (o negócio aqui é negociar, de tudo e sempre, até perder a paciência) e os motoristas ficam buzinando sem nenhuma razão aparente. Mas é seu ar mágico, com o emblemático chamado dos muezins preenchendo a atmosfera amarelada, é que faz esse lugar tão fascinante. E atrações de primeira é o que não faltam.

A apenas alguns quilômetros do centro encontra-se o platô de Gizé, com as grandes pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos e a grande esfinge. Você pode ficar um pouco decepcionado em descobrir que esse imenso conjunto fica tão próximo à urbe, mas lembre-se que, tal como diria Napoleão, do alto delas quarenta séculos de história nos contemplam.

Um pouco mais distante estão outras importantes pirâmides, em Dashur (40 km distante) e Saqqara (30 km), consideradas os protótipos de suas irmãs maiores. Conhecê-las é um passeio agradável e bastante educativo.

Uma das melhores atrações da cidade é o Museu do Cairo, que mereceria um trabalho de arqueologia por si só, tal é a confusão como suas preciosidades são exibidas. Pobres múmias estão expostas por todos os cantos, mas estátuas de grandes faraós como Amenhotep III, Ramsés II e Akhenaton enchem os olhos, preparando-nos para o grande destaque da mostra, os tesouros do rei-menino Tutankhamon.

Apesar de tanta história absorver seu tempo na capital, não deixe de visitar monumentos da cidade islâmica, como a Citadela de Saladino, onde há excelentes demonstrações de dançarinos sufi, e belas mesquitas, como a de Al-Azhar. Isso sem falar do imenso mercado de Khan-El-Khakili, um divertido labirinto onde quinquilharias e preciosidades o aguardam para uma intensa negociação.

O Cairo possui opções hoteleiras dos mais variados níveis, assim como o são seus restaurantes. Circular pela cidade pode ser enervante, mas não é tecnicamente difícil. Táxis compartilhados e o metrô são as melhores opções para aqueles que não estão em excursões organizadas.

Atenção aos viajantes! O Egito continua com algumas atribulações políticas, com algumas manifestações populares atrapalhando o já muito caótico cotidiano da cidade. Não há muitas notícias negativas em relação à segurança, mas é importante tomar precauções, evitar multidões e seguir as regras de etiqueta dos países muçulmanos.

COMO CHEGAR

Aéreo – Não há voos diretos entre o Brasil e o Egito, mas o Cairo, porta de entrada do país, possui diversos voos com as principais capitais europeias. Companhias aéreas como KLM, British Airways, Lufthansa e Air France são algumas opções, assim como as que saem de países árabes, como a Qatar Airways e a Emirates. O Aeroporto Internacional do Cairo (CAI) é o destino desses serviços. Dica: logo ao chegar já troque um pouco de dinheiro. A taxa de câmbio é aceitável e você vai precisar de dinheiro logo, pois nem todos os lugares aceitam cartões. O transporte entre os terminais de passageiros e o Centro da capital é uma verdadeira odisseia. Muito melhor que tentar algo com transporte público, arranje o transfer com seu hotel. A combinação de preço bom, comodidade e velocidade compensam quaisquer economias com ônibus de linha. Táxis e vans são outras opções possíveis. Enquanto as vans operam com valores atraentes e fixos, os táxis podem ser um tormento. Somente recentemente eles começaram a operar com taxímetros, mas muitos motoristas insistem em prejudicar os turistas negociando taxas fixas. Não caia na deles.

Ferroviário – A principal estação de trens do Cairo, Estação Ramses, é o seu local de partida para cidades turísticas como Alexandria, Aswan (12 horas de viagem) e Luxor (9 horas). Os serviços de primeira classe e cabines são razoavelmente confortáveis, limpos e possuem ar condicionado, mas os de segunda classe são, bom, de segunda classe. Compre sempre suas passagens com ao menos um dia de antecedência para evitar dores de cabeça e tenha em mente que os trens estão sempre atrasados. Numa viagem longa para, por exemplo, Aswan, isso pode significar algumas horas. Nestes casos, pegue o serviço noturno, uma excelente alternativa.

Rodoviário – Você pode sair e chegar do Cairo de ônibus, com destino a Alexandria, ao oásis de Siwa ou aos resorts no Mar Vermelho, como Sharm el-Sheik e Hurghada. As saídas são irregulares e os ônibus atrasam muito. A manutenção de muitos deles também não é das melhores, com alguns veículos sem nem ao menos oferecer ar-condicionado (um tormento, se considerarmos que longe do Nilo tudo praticamente é deserto por aqui). A

COMO CIRCULAR

A melhor forma de circular pelo Cairo é com seu sistema de metrô. O sistema é limitado e bastante congestionado, mas é muito barato e chega a vários pontos importantes. Combinado a um táxi, outra forma barata de viajar, é a melhor forma de chegar às pirâmides, por exemplo. Os táxis são razoavelmente baratos, mas sempre insista no uso do taxímetro (se ele existir). Alguns motoristas praticam ainda o uso compartilhado (só partem quando o carro fica cheio). Passeios a pé podem ser um tanto confusos, já que não há muitos faróis nos cruzamentos e, assim, até mesmo cruzar uma grande avenida pode ser um sacrifício. No entanto, faz parte da experiência.

ONDE FICAR

O Centro da cidade é o lugar mais conveniente para se hospedar. A área é bem servida por sistemas de transportes, bancos, supermercados, casas de câmbio, restaurantes e algumas atrações. Boa parte dos estabelecimentos é bem simples e possui uma manutenção sofrível, mas os preços são atraentes. Os hotéis de luxo estão repletos de jornalistas, diplomatas e homens de negócio e possuem boa infraestrutura, inclusive disputados restaurantes e bares. Há alguns bons estabelecimentos também em Zamalek e no Cairo Islâmico, incluindo cinco estrelas de bandeiras internacionais. Alguns dos melhores têm belas vistas do rio Nilo.

ONDE COMER

O Cairo possui uma vasta gama de restaurantes. Mesmo os mais simples oferecem boa comida, muito autêntica, com preços bem razoáveis. Para os desconfiados, há sempre a opção de ir a lanchonetes de bandeiras como McDonald’s e Pizza Hut, mas vale a pena explorar algumas pequenas casas. Pratos típicos como kaftas, hamam (pombo) e arroz com aletria, além de vários bons cozidos de carne e legumes, estão sempre presentes nos cardápios. Boa parte dos pratos daqui são bem conhecidos dos brasileiros, acostumados com as especialidades libanesas, mas possuem um toque bem distinto, bem saudável.

Bares e casas de chá e café são bons lugares para frequentar e experimentar um narguilé, mas nem todos aceitam mulheres. As docerias são excelentes e possuem vários quitutes.

Informações ao viajante

Línguas: Árabe. Inglês e Francês são amplamente difundidos.

Saúde: Recomenda-se possuir vacina para febre amarela


Melhor época para visitar: De setembro a Maio as temperaturas são mais amenas. O período do Ramadã pode ser um pouco complicado para o viajante independente

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