Belas, viajadas e do ar

Direto de ano 2016 d.C., escrevo sobre a possibilidade de uma mulher viajar sozinha, desacompanhada de um homem e segura.

Não vou tapar o sol com a peneira, o mundo é difícil pra gente sim, sempre foi, melhorou mas ainda tá roça.

A gente está longe de ser o sexo frágil, mas infelizmente se você não for uma lutadora de jiu-jitsu, vai perder no braço pra marmanjos malas que teimam em enfiar coisas em lugares pra onde não foram convidados.

Mas como garantir que seus sonhos de viagem aconteçam se você não tem, pode ou quer uma companhia?

Ao decidir o destino a ser tomado, sugiro levar algumas coisas em consideração que valem para nós, meninas – e pra eles também, porque eu sou legal!

Não farei listas de lugares infalíveis e garantir que tudo dará certo (nada neste mundo é garantido).

São apenas minhas impressões pessoais de cuidados para que nada nos impeça de sermos belas, viajadas e do ar – ou do mar, estrada, paraquedas…

As mina pira e eu também [Fotos: iStock]

As mina pira e eu também [Fotos: iStock]

Tenho medo de ser roubada

Isso pode acontecer em qualquer lugar, com homens e mulheres.

Mulher é um alvo mais frequente? Certeza. Mas também é certo que uma viajante menos vacilona pode ser um alvo menos provável.

Informe-se sobre índice de criminalidade, depoimentos de viajantes, tipos de golpe/roubo e fique esperta!

Caronas são permitidas, desde que seja um hábito local ou aplicativos seguros. Se não se sentir segura, não vá.

Na praia não tem ninguém pra tomar conta das suas coisas. Solução: lockers (onde tem) e bolsas impermeáveis pra levar pro mar (minha opção preferida).

Faça cópia de todos os cartões, do passaporte, põe o dinheirinho naquelas pochetes coladas no corpo e relaxa, mas não muito.

Mãos bobas, não vacilem! [Fotos: iStock]

Mãos bobas, não vacilem! [Fotos: iStock]

Como escolher o melhor destino pra viajar sozinha?

Consulte seu coraçãozinho e meça seus limites.

Afeganistão? Mesmo? Tá preparada pra adaptações? Dá pra ir. Depende da cidade. Organização, pesquisa e talvez alguém pra te receber lá te deixarão mais segura. Eu iria. Iria, não, vou!

Palestina? Claro. Pesquise, se prepare e vá consciente de algum choque cultural. Ser uma mulher sozinha em destinos de fronteiras conflitantes pode ser bastante desgastante pra algumas pessoas e apenas um preço a pagar para outras.

Orlas das capitais nordestinas do Brasil, luz acesa, no vermelho. Muitas delas estão no alto dos ranking das cidades mais violentas do mundo. Não dá mole, não se afaste das pessoas, nem ande a noite sozinha em lugares ermos. Aquela praia paradisíaca pode enganar. Desculpa.

Cidades da América do Sul? Depende. Pesquise pra valer. Mesmo assim, tem seus macetes de segurança, dá pra ir.

Bogotá encararia sozinha só que esperta, a lindeza é proporcional à quantidade dos trombadinhas mais caras de pau visto na terra. Cuba? Fácil! Destinos europeus tranquilo, é só ficar esperta com os trombadinhas.

Enfim, quanto melhor o nível cultural e social do lugar, maior a chance da sua viagem solo ser mais segura e ter mais sucesso!

O segredo é não ser ingênua e alinhar as expectativas à realidade. Deixar de ir se tem vontade? Nunca.

Planejamento é tudo! [Fotos: iStock]

Planejamento é tudo! [Fotos: iStock]

Choque cultural

Adapte-se. Apenas. Dá pra andar de shorts no Marrocos? Sim, o islamismo lá é o chamado light.

Só não acho que deveria! É cultural, um colo mais decotado é o X Vídeos dos caras e eles ficam meio abusados.

Não precisa usar uma burca, só não mostre muito a pele e contornos. Ah, eles adoram braços, cubra com um lenço e ninguém mais chegará perto.

Andar depois das nove da noite sozinha é desaconselhável mas não proibido.

E, não, eles dificilmente vão querer te comprar com camelos! Hoje em dias eles fazem isso de sacanagem com as turistas.

Estudar e respeitar a cultura local é básico, sinal de boa educação e com certeza aumenta a segurança de uma mulher viajante solo.

Num vai rolar sensualidadtchi...[Fotos: iStock]

Num vai rolar sensualidadtchi…[Fotos: iStock]

E se algo der errado?

Claro que alguma coisa sempre pode dar errado e a gente tem que estar preparada.

Seguro de viagem, item básico.

Celular com chip do lugar? Pra mim é obrigatório.

Graninha de emergência, planos B para destinos mais delicados também são bem vindos.

Deixar alguém informado da sua localização.

Para lugares críticos: plano B e se der C [Fotos: iStock]

Para lugares críticos: plano B e se der C [Fotos: iStock]

E na balada?

Acho bem difícil você beber muito, dar um capote e acordar numa banheira cheia de gelo e sem um rim na Dinamarca. Improvável mas não impossível – só porque nada é.

Neste caso, eu não gastaria um minuto do meu tempo me preocupando com isso.

Numa balada em Caracas a chance de você pagar de turista na balada, levar um “boa noite cinderela” e virar commodities por uns 3 dias na mão de sequestradores é real – eu não fiquei a vontade em Caracas mesmo sendo paulistana e acostumada com o mundo cão desta cidade. Só passei por lá porque vinha de Los Roques, era inevitável. E tem seus macetes pra não correr riscos sim!

Nas baladas cubanas você pode dançar regaton e agachar até o chão que não vai ter golpe! Mas os cubanos são galanteadores, as meninas contra o fiu-fiu se sentirão no lixo.

A gente tem direito de beber, não lembrar de nada, dizer não pro amigo que insiste em forçar a barra? Sim. Eu só deixaria isso pra fazer num ambiente controlado.

Tá tranquilo, tá favorável  [Fotos: iStock]

Tá tranquilo, tá favorável [Fotos: iStock]

Será que estou preparada mesmo?

Se você está muito insegura minha sugestão é começar com uma viagem mais curta e ir avançando aos poucos.

De cara você vai perceber que a regra de ouro é levar pouca bagagem, ajuda muito pra quem está só com dois braços pra se virar.

Só não deixe sua vontade aprisionada pelo medo. Seja honesta consigo mesma, não seja ingênua, se cerque de cuidados e vá, sempre!

Viajar sozinha também é uma delícia!

Se você quiser mais fotos e dicas, siga-me no Instagram!

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