Verão na Europa: guia prático das Ilhas Baleares

Dicas para organizar um roteiro por Ibiza, Formentera, Maiorca e Menorca

Postei fotos quase pornográficas das paisagens de Menorca no meu Instagram ultimamente e muita gente vem me perguntado sobre a ilha e o arquipélago das Baleares. Pois aqui vai um pequeno guia para você dar os primeiros passos para organizar a sua viagem:

Portinho charmoso em Menorca (Pixabay/Pixabay)

Praia de Macarelleta, em Menorca (Pixabay/Pixabay)

Como chegar

Ibiza, Formentera, Menorca e Maiorca (Mallorca, em espanhol) ficam na costa leste da Espanha e são conectadas por linhas de ferries a Valência e Barcelona.

Mas foi-se o tempo em que valia a pena ir de barco. Hoje em dia, com as companhias aéreas low cost, dá pra voar de Barcelona a Ibiza, Maiorca ou Menorca (as três possuem aeroportos) em meia hora e economizar várias horas de travessia por mar. Também há voos diretos de Madri e várias capitais europeias.

Se você está na Espanha, comprando com antecedência pela Ryanair, Vueling e Air Europa, sai bem mais barato voar do que navegar. Ir de barco compensa (e, mesmo assim, só para estadas longas) se você tem um carro e quer levá-lo para uma das ilhas. Para quem vai alugar um, a boa notícia é que nas Baleares costuma sair bem mais barato do que na Península, principalmente fora da altíssima temporada.

O famoso pôr do sol de Ibiza (Pixabay/Pixabay)

Como circular entre as ilhas

Ir de uma ilha a outra não é tão simples e rápido como você pode imaginar. A exceção é o trecho Ibiza-Formentera: o barco rápido da Trasmapi faz o trajeto em meia hora e há saídas em vários horários.

De Maiorca a Ibiza pela Trasmediterranea ou pela Balearia a travessia demora quatro horas. Mas dá pra ir de avião em 40 minutos com a Air Europa e a Iberia.

Ir de Maiorca a Menorca também é simples. De Alcúdia (uma cidade no lado oposto de Palma), em Maiorca, para Ciutadella (a cidade mais bonitinha de Menorca) são duas horas de ferry rápido pela Balearia. Também dá pra voar de Palma a Mahón, em Menorca, em 35 minutos, com a Air Europa ou a Iberia.

Formentera só está conectada a Ibiza. E não há barco nem voo direto entre Ibiza e Menorca. Para conciliar as duas ilhas, é preciso passar por Maiorca, nem que seja em uma escala de avião.

Formentera: para poucos (Pixabay/Pixabay)

Como circular nas ilhas

O transporte público só é eficiente nas cidades maiores e ao redor delas. Por isso, depender das linhas de ônibus não apenas é um certo perrengue, como faz com que você perca muito do que as Baleares têm a oferecer (palavra de quem já tentou ficar sem carro em Ibiza, Maiorca e Menorca em tempos de vacas magras).

Para conhecer os melhores cantinhos e as praias mais bonitas você precisa estar motorizado. Em Formentera dá pra se virar perfeitamente com uma scooter ou até de bike.

Em Ibiza, uma motinho quebra um bom galho. Já em Menorca e Maiorca, as distâncias são bem maiores e realmente vale mais a pena alugar um carro.

Quando ir

Em julho e agosto, auge do verão, as ilhas lotam e os preços se multiplicam. Principalmente em Ibiza e Formentera, as diárias de hotel são chutadas para a estratosfera.

Portanto, se a ideia não for abraçar as loucas noites de Ibiza e o badalinho cool de Formentera, os melhores meses para curtir as Baleares são junho e setembro.

Em maio e outubro o tempo é mais instável. Ainda assim, se você der sorte, vai conseguir aproveitar bastante – mas tenha em mente que o mar estará bem frio.

Quanto tempo ficar?

Eis a questão. Muita gente me escreve com ideias mirabolantes de “fazer” as quatro ilhas em uma semana ou até menos.

Calma, povo. Muita calma. Por que é mesmo que a gente vai para uma ilha paradisíaca? Para desconectar, relaxar, entrar no clima e ser feliz, certo? Não rola fazer isso com pressa.

Maiorca, por exemplo, é um lugar para ficar pelo menos uma semana.

Em Menorca, vale ficar uns cinco dias (mas já aviso que você irá embora chorando).

O melhor de Ibiza até cabe em uns quatro dias (dependendo de quanto tempo você demora para se recuperar entre uma noite e outra).

E ainda que dê pra dar uma olhada em Formentera em um dia, é um lugar que dá vontade de ficar pra sempre. O melhor, portanto, é apostar nas que mais interessam a você e tentar ficar o máximo que der.

Além disso, é bom pensar em um roteiro de acordo com as linhas de ferries e avião (veja em Como chegar).

A Cala (prainha) de Es Caló des Moro, em Maiorca (Pixabay/Pixabay)

A catedral de Palma, em Maiorca (Pixabay/Pixabay)

Cap Formentor, na magnífica parte montanhosa de Maiorca (Pixabay/Pixabay)

Qual ilha é a ideal para mim?

Maiorca é a ilha mais indicada para quem não quer ficar o tempo todo na praia e/ou sente a necessidade de visitar “atrações” ao pé da letra. A capital Palma é uma senhora cidade (tem até uma catedral gótica decorada pelo Gaudí!), repleta de museus, praças elegantes, lojas e afins.

Na Sierra de Tramuntana, você pode visitar vilarejos históricos cheios de charme. E há praias de todos os tipos, das mais selvagens às mais urbanas.

O ponto fraco de Maiorca, ao meu ver, é que a ilha é tão grande que acaba obrigando você percorrer longas distâncias e passar muito tempo no carro.

Entre o tamanho e as autopistas, acho que aquele feeling de estar em uma ilha acaba sendo um pouco esquecido (mas esta é apenas a minha modesta opinião).

Menorca é a mais tranquila e verde do quarteto. E (milagrosamente) a menos conhecida.

Queridinha das famílias e de quem só quer sossego, tem praias surreais de bonitas e de difícil acesso — quase sempre é preciso fazer uma caminhada para chegar até elas.

Também tem uma cidade que é um charme (Ciutadella), ótimos queijos e alguns sítios arqueológicos interessantes. Meu lugar favorito no mundo.

Ibiza dispensa apresentações, certo? É a mais indicada para quem quer se jogar na pixxta mas, fora de temporada (que vai do meio de junho ao meio de setembro), também tem seus cantinhos charmosos para quem quer ficar sossegado. Os preços ficam estupidamente caros no verão.

Formentera é a mais cool, cara e cobiçada das ilhas. Tem praias absurdamente bonitas e uma atmosfera meio hippie que sobrevive até no auge do hype.

Em julho e agosto, é “o” lugar para ver e ser visto e tem uma baladinha low profile magnífica.

O lado B? Por causa de seu tamanho minúsculo, tem muito menos hotéis do que gente querendo conhecer. Consequentemente, os preços são uma facada no fígado no verão.

Não à toa, é para onde vão todos os iates nababescos que circulam pelas Baleares. Em junho e setembro tudo fica mais acessível e a ilha é um paraíso para ficar relax.

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