Praias sexy: use com moderação

    Neste último verão, presenciei uma cena bizarro-erótica na praia da Mar Bella, aqui em Barcelona. Era um domingão de sol, lá pelas 4 da tarde, e a praia estava lo-ta-da. Justo ao meu lado, a pouco mais de dois metros da minha canga, um casalzinho trocava eufóricas demonstrações de afeto sem se preocupar com o que estava rolando ao redor. E, de repente, pumba, o rapaz saltou para a espreguiçadeira ao lado e, numa posição papai-e-mamãe meio torta, mandaram ver ali mesmo (tadinhos, eles eram tão feiosos que o povo ao redor fez mais cara de “urgh” do que de “hummm”).

O casal empolgado da mar Bella é a prova viva  de uma pesquisa recente realizada pela Durex, conhecidíssima marca de camisinhas. O estudo revela o óbvio: durante as férias, a maioria dos casais reserva os seus momentos mais íntimos para o quarto do hotel mas, com muita freqüência, muitos também acabam tendo momentos calientes na varanda, na piscina e, claro, praticando o “cicarelismo” na praia.

Saciar as vontades onde quer que elas se manifestam pode ser tentador. Mas, na hora H, o bom senso e o respeito ao próximo (seja ele o sujeito da espreguiçadeira ao lado ou a criançada brincando de castelinho) são fundamentais.

Antes que a Liga das Senhoras Católicas queira me processar, vale o aviso. Ao listar os lugares mais sexy à beira mar para uma matéria da Viagem e Turismo (em breve nas bancas), não estou, de maneira alguma, advogando pelo “liberou geral” ou pela desobediência às leis. No Brasil, praticar sexo em público é considerado um “crime de ato obsceno” e pode ser punido com três a doze meses de prisão. E muitos paises têm leis semelhantes.

No último mês de julho, os executivos ingleses Michelle Palmer e Vince Acors (na foto, numa matéria do jornal britânico Daily Telegraph) foram pegos com a boca na botija fazendo o maior rala e rola no lugar errado, na hora errada. Após saírem de um brunch em que o champanhe está incluído no sistema de open bar (venhamos e convenhamos, isso deveria contar como um atenuante da pena), o casal cambaleou em direção à praia Jumeirah, em Dubai, onde o fato de ambos estarem num país muçulmano (ainda que fantasiado de Las Vegas) provavelmente afogou-se entre as bolhas de espumante em ambos os cérebros permitindo que o mais básico dos instintos aflorasse ali  mesmo.

Os dois foram parar no xilindró, perderam o direito de residir em Dubai, tomaram uma multa de 270 dólares e o pior: ainda estão vendo o sol nascer quadrado. Moral da história? Todo o semancol é pouco. 

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